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Artigo » Clarisse Barata Sanches

20/DEZ/2007

Época Natalina

Natal de Jesus

Estamos em plena época de Natal, em que se comemora o nascimento de Jesus em Belém. Naquele tempo, tendo saído um decreto de César Augusto para que todo o mundo se alistasse, Maria e José decidiram ir cumprir o preceito. Ao chegarem à cidade, Maria de Nazaré pressentiu o seu “bom sucesso” e disse a José que fosse arranjar um lugar de aconchego, afim de receberem o Menino de maneira digna.


José foi logo procurar um abrigo, mas não havia lugar em nenhuma estalagem. Sem saberem o que fazer, eis que aparece um curralinho de animais, e foi ali mesmo que a Virgem deu à luz o Menino Deus. Colocou-o, então, numa manjedoura e envolveu-o em paninhos brancos que trazia.


Pastores, que andavam no campo a guardar o gado, viram de repente um Anjo resplandecente de luz a dizer-lhes: - Trago-vos novas de alegria! Na cidade de David nasceu o Salvador que é Cristo. Ide adorá-lo!
Apressadamente e cheios de alegria dirigiram-se para o local indicado, dizendo a toda a gente que encontravam: - Nasceu Jesus! Glória, glória a Deus nas Alturas! Paz na Terra, boa vontade para com os homens!
Era este o desejo do Senhor para que todos os homens na Terra vivessem em santa harmonia; se respeitassem uns aos outros e se tratassem como irmãos.


Jesus arranjou depois um grupo de Amigos (seus apóstolos) e com eles foi ensinar a maneira de se amar o próximo como a nós mesmo. Em Mateus: capít.5 – versículo 44 deixou dito: - “Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem; fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.” Um mandamento difícil de cumprir é verdade; mas fazer bem é ensinar a virtude com exemplos para que a sociedade se humanize, se converta e se transforme em solidariedade e justiça a favor dos mais desprotegidos do mundo inteiro.
O terrorismo existe, porque os homens não sabem lidar com ele e também não lhes dão bons exemplos de vida. A opulência excessiva de uns contrastando com a extrema miséria de outros também choca e provoca desânimo e irritação. As desigualdades são cada vez mais gritantes.


No capít.7 – versículo 21 está escrito: Nem todo o que me diz Senhor, senhor entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos Céus.
Quer dizer: que só orar não resulta, porque a fé sem obras é morta.
Se todos nós nos instruíssemos nestes mandamentos, o mundo seria um lugar místico de amor, harmonioso, mais esperançoso e feliz.
Jesus, filho de Deus, ao nascer numa estrebaria ao lado de um jumento, quis demonstrar muita humildade e, morrendo na cruz, exemplificar sacrifício por todos os irmãos.


Portanto, não vamos fazer do Natal uma vida de desperdício... sabendo que há crianças a morrer de fome, velhos e doentes a sofrerem abandono e carências; mas, antes, habituarmo-nos TODOS a praticar, o mais possível, a norma dos Evangelhos, ante um presépio real, não só nesta quadra (para Inglês ver) mas 365 dias por ano, se ele não tiver 366...
Como já referi algures, custou-me ouvir, há tempos, uma senhora do Norte, a dizer com tristeza, na Televisão: - Gosto de vir ao Centro de Dia, porque me sinto muito só. Tenho 12 filhos, mas todos têm a vida deles. Confirma-se o antigo e conceituoso ditado: “Um pai sustenta 100 filhos e 100 filhos não amparam um pai!... Que amor de família este, meu Deus!

 

Clarisse Barata Sanches

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