|
14/NOV/2007
Remuneração
Como andam os Salários em Portugal
Dizem as estatísticas que o salário
médio dos portugueses é de 840 euros
Conforme matéria
de autoria de
Sandra Rodrigues dos Santos,
publicada no site Correio da Manhã, no dia 13 deste
mês, por mim editada e parcialmente transcrita abaixo –
seguida do meu comentário –, a remuneração de base média
mensal dos portugueses ronda os 840 euros, mas há profissões que
são extremamente bem pagas em relação às restantes.
Além dos cargos de
direção, que são geralmente os mais bem pagos, as atividades
ligadas à área financeira são muito bem recompensadas, com
salários que podem chegar aos 4.500 euros mensais, ganhos por um
auditor com mais de 10 anos de experiência, ou aos 6.428 euros
mensais, auferidos por um advogado de Assessoria Fiscal. Ainda
assim, o nível de remuneração em Portugal é mais baixo do
que nos 15 Estados-membros mais antigos da União Européia.
De acordo com as
últimas estatísticas disponíveis no Gabinete de Estratégia e
Planeamento do Ministério do Trabalho e da Segurança Social,
que remontam a outubro do ano passado, o salário base médio tem
vindo a crescer de forma constante nos últimos anos, rondando os
840 euros. Mas há diferenças acentuadas entre homens e mulheres,
com estas a serem prejudicadas. Uma trabalhadora ganha em média
829 euros mensais, enquanto que os homens auferem em média 1.111
euros mensais.
As estatísticas do
Ministério do Trabalho revelam que os salários mais
elevados estão nas atividades financeiras, com ordenados médios na
ordem dos 2.052 euros mensais. Uma diferença muito grande em
relação às segundas profissões mais bem pagas, que, de acordo com
a mesma fonte, se encontram na produção e distribuição de
eletricidade, gás e água, com ganhos mensais médios de 1.528 euros.
A partir daí, as
diferenças salariais entre profissões vão-se estreitando, com os
operários da construção civil no fundo da tabela com uma média
mensal de 845 euros.
A tendência é
confirmada pelo Estudo Salarial de 2005 do Hay Group, uma
consultoria de gestão que opera a nível multinacional e que é
especialista no desenvolvimento de planos para as empresas reterem
os seus funcionários.
O estudo confirma
que a área financeira concentra as profissões mais bem pagas, mas
também aqui se encontram salários abaixo da média. Um
administrativo de Recursos Humanos em início de atividade tem um
salário médio mensal que não vai muito além dos 600 euros.
É precisamente
entre os recém-licenciados que se encontram os salários mais
baixos e as políticas retributivas que menos alterações sofrem. A
remuneração média mensal bruta nesta faixa ronda os 1.103 euros,
segundo o Hay Group. Uma média que, segundo os especialistas, está
inflacionada devido ao fato de as empresas estudadas pela
consultoria incluírem muitas multinacionais.
A razão para este
fato é simples – continua a haver uma grande oferta entre as
pessoas acabadas de sair da universidade face à procura do
mercado. A mesma razão que leva a que a taxa de desemprego mais
elevada se registre precisamente nesta faixa da população.
O sector do
Marketing, Publicidade e Vendas é outro onde se encontram
profissões bem pagas. Um gestor de contas de publicidade júnior (account
executive) ganha uma média mensal de 1.928 euros, um gestor de
projetos de marketing aufere 1.785, um chefe de secção recebe uma
média de 1.696 e um técnico comercial pode chegar aos 1.421 euros
mensais, apenas para citar exemplos entre os cargos mais baixos.
Nos cargos de
topo, as remunerações médias mensais são bastante mais elevadas e
é freqüente serem acompanhadas por benefícios como o automóvel
e/ou o plano de pensões, além dos seguros de saúde e de vida que
algumas empresas também disponibilizam a outros efetivos.
O salário médio
dos portugueses aumentou, mas trata-se de uma média que esconde
que mais de dois milhões de portugueses têm um rendimento inferior
a 300 euros, de acordo com o economista Eugénio Rosa.
Apesar do aumento,
o economista refere que houve uma perda real dos salários, porque
se trataram de aumentos inferiores à inflação e porque tem havido
uma substituição de trabalhadores mais qualificados – com salários
mais elevados – por pessoas menos qualificadas e, por conseguinte,
com ordenados inferiores.
“É o que dizem as
estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE)”,
sublinhou Eugénio Rosa em conversa com o Correio da Manhã.
Também contribui
para esta situação o fato de os contratos permanentes estarem a
dar lugar a vínculos laborais mais precários e de muitos
trabalhadores só arranjarem trabalho a tempo parcial, o que baixa
os salários e pressiona para baixo o valor médio nacional.
“Muitas pessoas
recebem cerca de 60% de um ordenado a tempo integral”, diz Eugénio
Rosa.
A conclusão do
economista é a de que se está a assistir a uma recomposição do
emprego. As grandes empresas (que pagam melhor) reduzem o número
de trabalhadores, ou seja, há menos pessoas com salários elevados,
e cresce o emprego nas pequenas empresas. “Há uma redução do poder
de compra”, sublinha Eugénio Rosa, que conduz ao agravamento das
condições de vida, para além de acentuar a desigualdade.
Os estudos do
economista baseiam-se em dados do Instituto Nacional de
Estatística (INE) e do Eurostat, informações estatísticas,
pelo que os seus valores estão ligeiramente abaixo dos
apresentados pelo Ministério do Trabalho e da Segurança
Social, que se fundamenta também em projeções mas feitas com
base nos descontos efetivos dos trabalhadores.
De acordo com
esses dados, o salário médio em Portugal rondava, em 2000,
os 614 euros, tendo atingido os 840 euros em 2006. Nas contas de
Eugénio Rosa, o salário médio passou de 734 euros para 746 euros
nos últimos dois anos.
Contrastando com a
fraca evolução dos salários, nos últimos dez anos, a carga fiscal
– o conjunto dos impostos e das contribuições para a Segurança
Social pagos pelos contribuintes – sobre o Produto Interno
Bruto (PIB) aumentou 3,4%, fixando-se nos 35,3%.
Meu comentário:
Fruto de minhas
pesquisas e, face às circunstancias, inspirado parcialmente em
comentários publicados na Internet baseados na matéria
acima apresentada, eis, por mim editada abaixo, a expressão da
resultante dentro do respectivo contexto, sendo que se trata
indubitavelmente do reflexo da minha opinião que coloco
desinteressadamente já que o meu intuito é, acima de tudo,
informar.
Como diz o POVO:
“casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”, Bem ...
não será o caso aqui. Porém, é bem significativo o que disse um
nosso ministro aos chineses: “invistam em Portugal pois os
ordenados lá são baixos”.
Enfim, assim como
as palavras do ministro, este estudo é uma verdadeira anedota! Se
quiserem fazer um estudo REAL dos ordenados que se ganha em
Portugal basta ir aos sites da NetEmprego e/ou do
Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P.
(IEFP, I.P.)
e ver a "fortuna" que os patrões estão dispostos a pagar. Na maior
parte das ofertas o ordenado é de 402 euros. Pois retirem a isto
as despesas para transporte/combustível e alimentação e vejam se
dá 840 euros.
Ora, deixem-me
rir! Para chegarem a esta média, meteram os salários dos "gandulos"
no mesmo pote. É claro ... o resultado diz tudo! A verdade é que a
maioria do POVO Português não tem salários mensais superiores a
600 euros. Se eu vivesse em Portugal com uma renda de 840
euros viveria decentemente ..., com a situação existente apenas
sobreviveria!
Mais de metade da
população nem 600 euros recebe. Agora, é fácil fazer contas,
considerando que quem ganha 500 euros e o seu vizinho 1.500, temos
um salário médio de 1.000 euros, mas no bolso do primeiro só estão
500 euros. O português come em média meio frango por semana mas se
você comer um frango e eu não comer nenhum onde está a minha
metade, hein? ... Pois é! ... Pode-se ser pobre mas não
estúpido!!!
Salário médio de
840 euros (?!) em que país? ... Só se for no “País das
Maravilhas”!
Os ordenados que,
regra geral, hoje se praticam em, Portugal são entre 400 e
600 euros por mês, o resto é treta!
Salário médio dos
“Tugas” é de 840 euros!!! ... Gostei da piada!!! ...
"Os homens são
todos iguais, mas uns são mais iguais que outros".
... Pensem! ....
Gaspar Nunes
Rio de Janeiro – RJ, Brasil |