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24/OUT/2007
EUA/Visita Oficial
Evidentíssimo
Foi extremamente interessante
acompanhar a recente visita de José Sócrates a Washington, onde se
encontrou com George W. Bush e de que nos chegaram algumas
passagens muito ligeiras. E também aquelas do seu já
internacionalmente conhecido jogging, que até mereceu uma
referência do presidente norte-americano.
Mais dolorosamente interessantes foram as referências elogiosas de
Bush às reformas da nossa Segurança Social, dado que, vindas de
que não possui um ínfimo de espírito de solidariedade neste
domínio - lembremos a sua atitude no caso do desastre de Nova
Orleães, causado pelo Katrina...-, um tal elogio não pode deixar
de constituir um mau presságio para o futuro da nossa Segurança
Social... A ver vamos.
Mas os elogios foram ainda significativos no tocante ao apoio dado
pelo Governo Português à Guerra do Iraque. Um apoio que se estende
a quanto em torno da mesma se desenrolou, como foi o caso das
prisões da CIA em países da União Européia, tema sobre que, como
teria de dar-se, caiu um manto do mais cabal silêncio...
Se é verdade que o desencadear da Guerra do Iraque se ficou a
dever ao apoio do Governo de Durão Barroso, de parceria com a
omissão do Presidente Jorge Sampaio, já a descoberta cabal do que
se passou em matéria de prisões secretas e tortura em Estados da
União Européia é um tema, precisamente, dos nossos dias, do nosso
actual Governo e da nossa presente Presidência da União Européia.
Ora, muito recentemente, vieram a lume algumas opiniões de
especialistas europeus em terrorismo, e em particular sobre a
Al-Qaeda. E o que nos vieram agora dizer esses especialistas? Bom,
esta evidentíssima realidade: a ameaça da Al-Qaeda é hoje mais
mediática que operacional. A evidência!
A verdade, como diariamente se pode ir observando, é que o número
de atentados quase desapareceu. Aqueles grandes atentados, com um
impacto universal, repetidamente glosados pela grande comunicação
social, deixaram de ter lugar, ao mesmo tempo que as autoridades
passaram a conseguir prever, com grande oportunidade e franca
eficácia, os atentados em preparação.
Em mui boa medida, são os media que realmente vão alimentando o
terrorismo, como por igual nos diz o tal especialista e a todos é
dado observar. A tudo isto eu juntaria esta realidade muito
evidente: grande parte deste medo perante o fundamentalismo
islâmico é alimentado pelos media ocidentais, sempre com o seu
histórico choradinho anti-Israel e anti-americano. O velho tique
anti-americano e de protecção ao suposto coitadinho. Numa palavra:
a envelhecida cultura européia.
Hélio
Bernardo Lopes
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