SERVIÇOS >> ARTIGOS

 

Comente este artigo.

» Artigos do Autor

13/NOV/2007

» O Momento da Diáspora – 10

12/NOV/2007

» Subvenções Vitalícias para Ex-Titulares de Cargos Políticos

25/OUT/2007

» O Momento da Diáspora – 9

15/OUT/2007

» A Comunidade x A Vaidade e a Inveja

14/OUT/2007

» Como andam os Salários em Portugal

02/OUT/2007

» O Momento da Diáspora – 8

28/SET/2007

» O Momento da Diáspora – 7

01/SET/2007

» O Espírito de Aljubarrota sempre presente

20/AGO/2007

» Cavaco Silva e o Apoio à Natalidade em Portugal

15/AGO/2007

» Programa de apoio à Natalidade em Portugal

06/AGO/2007

» A Realidade dos desvalidos da Pátria – 20

30/JUL/2007

» As Transmissões da RTPi desapareceram no Brasil

24/JUL/2007

» Preços baixos abateram a Portugália Airlines

06/JUL/2007

» Novo regime da Segurança Social em Portugal

11/JUN/2007

» O 10 de Junho e o Nacionalismo x O Patriotismo

 
 

Artigo » Por Gaspar Nunes

01/SET/2007

 

Portugueses

O Espírito de Aljubarrota sempre presente

“A Chama Permanente do Orgulho Pátrio!”

 

Com o objetivo de relembrar honrosamente um dos maiores feitos históricos do nosso Povo, ocorrido há 622 anos – porém, apesar do passar do tempo, está sempre presente na nossa memória patriota –, transcrevo, editando-o abaixo, em sua íntegra, um artigo com o título “Portugueses, Retomemos o Espírito de Aljubarrota!”, publicado oportunamente, em efemérides, em 14 de Agosto, no site português Alternativa Portugal (www.alternativaportugal.com), com o meu comentário ao final.

A 14 de Agosto de 1385, a uns 12 quilômetros a sul de Lei ria, travou-se a batalha de Aljubarrota, entre o exército português chefiado por D. João I de Portugal e o exército invasor de D. João I de Castela. Nessa peleja, uma das mais decisivas da nossa História, pouco mais de 6 mil portugueses fizeram frente a cerca de 36 mil castelhanos.

A brilhante vitória das nossas armas foi o prêmio merecido por aqueles que não desistiram de lutar pela liberdade e integridade da Pátria, que não se intimidaram com o poder e número dos inimigos e também com o tempo que durariam as provações e nem recearam o montante dos sacrifícios em bens e vidas. Aqueles nossos antepassados deram-se totalmente à Pátria da qual somos herdeiros e continua dores.

Invadindo Portugal com um poderoso exército, propunha-se o rei castelhano esmagar as reduzidas forças que se opunham às suas pretensões ao trono de Portugal. Apoiava-se o intruso nos direitos que, ao uso da época, lhe assistiam pelo casamento com a filha do nosso Rei D. Fernando, falecido anos antes e sem deixar sucessor varão. Dessa forma, encerrou-se a Dinastia de Borgonha, ocorrendo então a fundação da Dinastia de Avis.

A batalha de Aljubarrota pôs termo feliz a uma crise em que a independência de Portugal esteve em grave risco. Porém, já então estava suficientemente amadurecido o sentimento da nossa identidade nacional, distinta e acima de qualquer outra consideração que não fosse o querer coletivo de um povo homogêneo e unido, herdeiro de um passado talhado a golpes de heroísmo e caldeado na comunhão de aspirações por um futuro ousado e maravilhoso, impelido nas asas do sonho e da aventura.

A independência de Portugal ficara assim consolidada, graças à vontade indômita de um povo que preferia morrer lutando, para continuar em liberdade o que dele sobrevivesse, do que ficar prisioneiro e desonrado sob o jugo de estranhos. A magnífica lição que colhemos daquele acontecimento impõe-nos o dever e a honra de continuar Portugal.

Como ensinamentos avultam o da fé nos destinos duma Pátria livre, o da confiança nas virtudes dos chefes naturais saídos da comunidade nacional e, também, o da fidelidade ao passado histórico da Grei.

A fé nos destinos da Pátria tem as suas raízes no mais puro patriotismo e não carece de outros fundamentos porque a consciência cívica é naturalmente inclinada a ter fé no objeto de sua afeição. Ama-se naturalmente a Pátria de que somos parte e para ela queremos o melhor porvir, tal como se ama sem reservas a mãe que nos deu o ser, nos acarinhou e nos criou com mil cuidados e sacrifícios, a quem queremos feliz e honrada.

Foi admirável a confiança depositada pelo povo nos seus chefes naturais, em homens como o Mestre de Alves que assumiu as responsabilidades da governarão do Reino, ou como o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, verde em anos, mas modelo de bravura e distinto na chefia militar. E também em homens como João das Regras, delegado popular nas Cortes, onde conduziu com rara mestria e muita tenacidade a defesa da única solução que interessava a Portugal, ou ainda como Álvaro Pais que foi a alma do levantamento e fiel intérprete da vontade popular.

O nosso passado histórico não contava então mais de 250 anos, mas já era muito rico de sucessos vividos em ações heróicas concretizadas na construção duma Pátria livre e na consolidação dum Estado soberano. Esse passado implicava a existência dum instinto coletivo nascido de trabalhos e perigos partilhados, verdadeira consciência cívica impondo aos Portugueses completa fidelidade à sagrada herança dos seus Avós.

É nosso dever não nos deixarmos sucumbir ante a magnitude do desastre de 1974. Pelo contrário, hoje mais do que nunca, com os olhos postos nos exemplos dos nossos maiores, tal como em Aljubarrota, cerremos fileiras formando um quadrado único e coeso, sobre o qual se erga altiva apenas a Bandeira das Quinas, e contra o qual se desfaçam os assaltos dos inimigos internos e externos de Portugal!

Essas são palavras do autor.

 

Meu Comentário:

No meu ponto de vista, considero uma tremenda utopia e por isso discordo inteiramente da afirmativa descrita ao primeiro trecho do último parágrafo do texto acima, haja vista que – excetuando a questão da desastrosa descolonização, adicionando-se-lhe as traições ao Programa do I Governo Provisório, ocorridas durante a presidência do General António de Spínola, o que efetiva e desgraçadamente acabou por inviabilizá-lo – o fato é que, devido à estagnação política imposta pela ditadura que, até então, submetia o Nação, o “25 de Abril” foi necessário pela sua importância para o desenvolvimento de Portugal no mundo e, posteriormente, em sua adesão à União Européia, abrigado em um regime democrático que, com o tempo, presume-se, acabará por beneficiar a Nação, mormente em referência a um futuro próximo, considerando-se que o presente ainda apresenta uma situação um tanto ou quanto indefinida já que a questão político-econômica-social ainda deixa muito a desejar, embora também se espere muito do Governo atual sob o comando do Primeiro-Ministro José Sócrates, que está a fazer um governo direcionado à recuperação do equilíbrio de que a Nação carece. E é claro que o desejo de todos os verdadeiros Patriotas é de que ele seja bem sucedido.

Assim, que Deus nos envie de novo os “bons ventos” de Aljubarrota que tão bem conduziram os nossos ancestrais a tão gloriosa vitória, sendo, mais uma vez, benevolente com Portugal e os Portugueses, conduzindo-os ao progresso direcionado à estabilidade, à tranqüilidade e à felicidade geral, conforme os seus anseios, garantindo, destarte, a soberania da Nação!

 

Gaspar Nunes
Rio de Janeiro – RJ, Brasil

» Artigos

» Editoriais / Colunas

» Espaço Leitor

» Agenda


© 2006 Jornal Mundo Lusíada - O melhor veículo de comunicação da Comunidade Luso-Brasileira.
Artigos assinados não exprimem propriamente a opinião do jornal Mundo Lusíada.

Colunas e textos de opinião com assinatura são de responsabilidade de seus autores.