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01/SET/2007
Portugueses
O Espírito de Aljubarrota sempre presente
“A Chama Permanente do Orgulho
Pátrio!”
Com o objetivo de relembrar honrosamente um dos
maiores feitos históricos do nosso Povo, ocorrido há 622 anos –
porém, apesar do passar do tempo, está sempre presente na nossa
memória patriota –, transcrevo, editando-o abaixo, em sua íntegra,
um artigo com o título “Portugueses, Retomemos o Espírito
de Aljubarrota!”, publicado oportunamente, em efemérides,
em 14 de Agosto, no site português
Alternativa Portugal
(www.alternativaportugal.com),
com o meu comentário ao final.
A 14 de Agosto de 1385, a uns 12 quilômetros a sul
de Lei ria, travou-se a batalha de Aljubarrota, entre o exército
português chefiado por D. João I de Portugal e o exército invasor
de D. João I de Castela. Nessa peleja, uma das mais decisivas da
nossa História, pouco mais de 6 mil portugueses fizeram frente a
cerca de 36 mil castelhanos.
A brilhante vitória das nossas armas foi o prêmio
merecido por aqueles que não desistiram de lutar pela liberdade e
integridade da Pátria, que não se intimidaram com o poder e número
dos inimigos e também com o tempo que durariam as provações e nem
recearam o montante dos sacrifícios em bens e vidas. Aqueles
nossos antepassados deram-se totalmente à Pátria da qual somos
herdeiros e continua dores.
Invadindo Portugal com um poderoso exército,
propunha-se o rei castelhano esmagar as reduzidas forças que se
opunham às suas pretensões ao trono de Portugal. Apoiava-se o
intruso nos direitos que, ao uso da época, lhe assistiam pelo
casamento com a filha do nosso Rei D. Fernando, falecido anos
antes e sem deixar sucessor varão. Dessa forma, encerrou-se a
Dinastia de Borgonha, ocorrendo então a fundação da Dinastia de
Avis.
A batalha de Aljubarrota pôs termo feliz a uma
crise em que a independência de Portugal esteve em grave risco.
Porém, já então estava suficientemente amadurecido o sentimento da
nossa identidade nacional, distinta e acima de qualquer outra
consideração que não fosse o querer coletivo de um povo homogêneo
e unido, herdeiro de um passado talhado a golpes de heroísmo e
caldeado na comunhão de aspirações por um futuro ousado e
maravilhoso, impelido nas asas do sonho e da aventura.
A independência de Portugal ficara assim
consolidada, graças à vontade indômita de um povo que preferia
morrer lutando, para continuar em liberdade o que dele
sobrevivesse, do que ficar prisioneiro e desonrado sob o jugo de
estranhos. A magnífica lição que colhemos daquele acontecimento
impõe-nos o dever e a honra de continuar Portugal.
Como ensinamentos avultam o da fé nos destinos duma
Pátria livre, o da confiança nas virtudes dos chefes naturais
saídos da comunidade nacional e, também, o da fidelidade ao
passado histórico da Grei.
A fé nos destinos da Pátria tem as suas raízes no
mais puro patriotismo e não carece de outros fundamentos porque a
consciência cívica é naturalmente inclinada a ter fé no objeto de
sua afeição. Ama-se naturalmente a Pátria de que somos parte e
para ela queremos o melhor porvir, tal como se ama sem reservas a
mãe que nos deu o ser, nos acarinhou e nos criou com mil cuidados
e sacrifícios, a quem queremos feliz e honrada.
Foi admirável a confiança depositada pelo povo nos
seus chefes naturais, em homens como o Mestre de Alves que assumiu
as responsabilidades da governarão do Reino, ou como o Condestável
D. Nuno Álvares Pereira, verde em anos, mas modelo de bravura e
distinto na chefia militar. E também em homens como João das
Regras, delegado popular nas Cortes, onde conduziu com rara
mestria e muita tenacidade a defesa da única solução que
interessava a Portugal, ou ainda como Álvaro Pais que foi a alma
do levantamento e fiel intérprete da vontade popular.
O nosso passado histórico não contava então mais de
250 anos, mas já era muito rico de sucessos vividos em ações
heróicas concretizadas na construção duma Pátria livre e na
consolidação dum Estado soberano. Esse passado implicava a
existência dum instinto coletivo nascido de trabalhos e perigos
partilhados, verdadeira consciência cívica impondo aos Portugueses
completa fidelidade à sagrada herança dos seus Avós.
É nosso dever não nos deixarmos
sucumbir ante a magnitude do desastre de 1974. Pelo contrário,
hoje mais do que nunca, com os olhos postos nos exemplos dos
nossos maiores, tal como em Aljubarrota, cerremos fileiras
formando um quadrado único e coeso, sobre o qual se erga altiva
apenas a Bandeira das Quinas, e contra o qual se desfaçam os
assaltos dos inimigos internos e externos de Portugal!
Essas são palavras do autor.
Meu Comentário:
No meu ponto de vista, considero uma
tremenda utopia e por isso discordo inteiramente da afirmativa
descrita ao primeiro trecho do último parágrafo do texto acima,
haja vista que – excetuando a questão da desastrosa
descolonização, adicionando-se-lhe as traições ao Programa do I
Governo Provisório, ocorridas durante a presidência do
General António de Spínola, o que efetiva e
desgraçadamente acabou por inviabilizá-lo – o fato é que, devido à
estagnação política imposta pela ditadura que, até então, submetia
o Nação, o “25 de Abril” foi necessário pela sua
importância para o desenvolvimento de Portugal no mundo e,
posteriormente, em sua adesão à União Européia, abrigado em
um regime democrático que, com o tempo, presume-se, acabará por
beneficiar a Nação, mormente em referência a um futuro
próximo, considerando-se que o presente ainda apresenta uma
situação um tanto ou quanto indefinida já que a questão
político-econômica-social ainda deixa muito a desejar, embora
também se espere muito do Governo atual sob o comando do
Primeiro-Ministro José Sócrates, que está a fazer um
governo direcionado à recuperação do equilíbrio de que a Nação
carece. E é claro que o desejo de todos os verdadeiros Patriotas é
de que ele seja bem sucedido.
Assim, que Deus nos envie de novo os
“bons ventos” de Aljubarrota que tão bem conduziram os
nossos ancestrais a tão gloriosa vitória, sendo, mais uma vez,
benevolente com Portugal e os Portugueses, conduzindo-os ao
progresso direcionado à estabilidade, à tranqüilidade e à
felicidade geral, conforme os seus anseios, garantindo, destarte,
a soberania da Nação!
Gaspar Nunes
Rio de Janeiro – RJ, Brasil
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