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Artigo » Por Gaspar Nunes

20/AGO/2007

 

Sociedade

Cavaco Silva e o Apoio à Natalidade em Portugal

A Recuperação dos Índices da Natalidade

 

Conforme editorial publicado no site português Jornal de Negócios, em 20 de Julho, que transcrevo editando-o abaixo – com o meu comentário ao final –, o Presidente da República, Cavaco Silva, em declarações à TSF – Rádio Jornal, congratulou-se com as medidas anunciadas pelo Governo para apoiar a natalidade, lembrando que "o que está em causa" é o futuro de Portugal.

"Só posso congratular-me com as medidas de apoio à natalidade que foram hoje anunciadas", declarou Cavaco Silva, lembrando que "já tinha chamado à atenção para a queda dramática da taxa da natalidade" que se verifica no País.

"Eu espero que a comunicação social comece a dedicar mais espaço à defesa da vida e ao estímulo à natalidade do que tem feito até agora ou, pelo menos, que dedique tanto quanto tem dedicado à interrupção da gravidez", afirmou ainda o Presidente da República.

O Chefe de Estado assinalou, a propósito, que "o que está em causa é o futuro do nosso País", pois "sem crianças o nosso País vai perder população e as previsões apontam para que, em 2050, os portugueses sejam apenas 7,5 milhões".

Na mesma data, o Primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou no Parlamento um programa de apoio à família e à natalidade, aumentando o abono de família para as famílias com mais filhos entre o segundo e terceiro anos de vida e estendendo o abono de família aos últimos seis meses de gravidez.  Estas medidas, assegurou Sócrates, irão entrar em vigor a 01 de Setembro próximo.

 

Meu comentário:

Compilando algumas opiniões sobre esse tema, publicadas no mesmo site, observa-se o seguinte:

 

Se esse apoio vier de fato a ser concretizado de forma a atender às necessidades para viabilizar uma solução que desde já venha a evoluir, já será o começo para que se mude a situação que hoje se apresenta caótica no que concerne à situação demográfica em Portugal.

Não será possível Portugal avançar com facilidade na modernidade se houver margem para as críticas de que o Governo vem sendo alvo. O que é preciso é costurar uma política de apoio à família! ... Cada chefe de família deve carregar o seu próprio fardo...

 

Se toda essa ação do Governo servir para que no futuro próximo alguns críticas oportunas (ou oportunistas) deixem de existir, já valerá a pena.

Até agora estamos a ser os últimos da Europa a fazer as alterações que se impõem. A Espanha as alcançou partindo de uma situação em que o desemprego nesse país estava na faixa dos 22%, mas hoje é uma potência...

 

Eu acredito sobretudo nos jovens Portugueses, e por isso acredito em um Portugal democrático e de sucesso.

A tendência é que os casais (os que se constituem de fato e de direito) equilibrados continuarão com apenas um filho para poderem dar-lhe a devida criação e educação. Porém, não é justo que estes – os que trabalham, pagam tudo, creche, escolas e impostos, etc. – ainda tenham de pagar o desvario dos outros (acasalados) que nada pagam e tudo recebem. Afinal, quem faz os filhos terá que ser responsável pelas condições indispensáveis à sua criação e educação.

 

Por um lado, o Governo coloca o aborto à disposição, e sustenta essa prática com os impostos de todos – de quem concorda e de quem não concorda –, e depois armam-se em defensores da família, e paga mais uma vez quem escolhe não ter filhos.

Preocupações com a diminuição da população portuguesa? ... Pois veja-se que mais imigrantes significa haver mais Portugueses a médio prazo. Que não sejamos racistas, e já não haverá motivos para se falar em 7,5 milhões de portugueses em 2050.

 

Afinal, toda a gente sabe que o mundo enfrenta uma crise populacional. A cada segundo nascem mais pessoas do que as que deixam este mundo. O segredo não está, portanto, em promover a natalidade com o dinheiro de quem não quer ter filhos, mas sim, em, na falta de melhor opção, estimular a entrada de imigrantes que, com seus descendentes (inclusive futuros, que nascerão em Portugal), podem perfeitamente tornar-se excelentes cidadãos portugueses.

 

Portugal e os portugueses não podem viver de ilusões. O que precisamos é de proteção à família – veja-se o que se faz pela Europa afora!!!

 

Que o próximo dia 01 de Setembro seja o início de um autêntico renascer, a bem da soberania do País. Assim, a Nação não correrá o risco de ver acontecer o “canto do cisne”!

 

Gaspar Nunes
Rio de Janeiro – RJ, Brasil

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