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05/JUL/2007
Santos
9 de Julho de 1932:
Os 75 anos de uma epopéia paulista e santista
O evento da passagem, neste 9 de julho, dos 75 anos da Revolução
Constitucionalista de 1932, na ação que frutificaria na
Constituinte de 1934, se revela na importância de suas vítimas.
Que tem em João Pinho, jovem integrante dos 3 mil voluntários
santistas que partiram para o movimento então fortemente apoiado
pela imprensa, a primeira heróica baixa entre os que se
organizaram aqui e mergulharam na luta contra a ditadura. Eles são
homenageados em nomes de logradouros em torno do Colégio Canadá -
onde está a hoje rua e antiga praça Voluntários Santistas.
Soldados, enfermeiros e médicos da Cruz Vermelha partiram de
Santos para esta luta, que nasceria em uma manifestação estudantil
em São Paulo Capital a 23 de maio É data em que tombariam os
quatro estudantes paulistas vítimas da repressão da ditadura,
Martins, Miragaia, Drauzio, Camargo e Alvarenga - que dariam suas
iniciais para denominar o movimento MMDCA.
Excetuando-se o Estado de São Paulo que o reverencia e comemora -
na canção que se tornou hino "Paris Belfort" -, o evento é
intitulado como "separatista" no restante do país até hoje. É
classificado como uma reação da oligarquia paulista reunida no PRP
- Partido Republicano Paulista -, deslocado do poder no Golpe da
Aliança Liberal do gaúcho Getúlio Vargas. Que enterrou o ciclo da
República do Café com Leite", São Paulo e Minas Gerais
alternando-se no poder. Vargas se tornaria o ditador de 1930 a
1934, presidente eleito em 1934 na Constituinte, novamente ditador
de 1937 até 1945. E depois presidente eleito em 1950, até seu
suicídio em agosto de 1954.
Foi nos primeiros dias de agosto de 1932 em que tombou o santista
João Pinho nessa batalha, no combate de Salto, sob o comando do
Coronel Sampaio. Foi o batismo de fogo dos soldados de Santos na
frente norte. No dia 18 de agosto pereceu Carolino Rodrigues,
soldado do 8º B.C.R. A 24 Alfredo Schamass, voluntário do 7º
B.C.R. Januário dos Santos morreria no dia 29, Ivampa Duarte
Lisboa no dia 31. Em setembro, partiria Alfredo Albertini, no dia
2 e o vicentino Durval Amaral no dia 3 e Eduardo Alves, da falange
Acadêmica incorporada ao 8º B.C.R., no dia 7.
Ficariam ainda no campo de batalha, entre outros, Antonio Damin,
do Tiro de Guerra 598, 7º B.C.R, no dia 12 e Pérsio de Queiroz
Filho, no dia 17 de setembro, como Sebastião Chagas e o Dr.
Dagoberto de Gasgon, do pelotão de engenheiros da milícia cívica
de Santos. Estão na praça José Bonifácio, inscritos no monumento
de Anselmo Del Débio, inaugurado em 26 de janeiro de 1956 nos 127
anos da emancipação da cidade, os nomes dos que deram suas vidas à
causa da democracia, alguns dos quais entre nós.
Ademir Pestana
Vereador em Santos – Baixada Santista
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