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24/JUL/2007
Cia. Aérea
Preços baixos abateram a Portugália Airlines
Mais uma situação econômico-social de
triste repercussão
Conforme
artigo de Sérgio Bastos publicado no site
www.lowcostportugal.net,
no dia 10, que transcrevo abaixo, editando-o (o texto original era
em português de Portugal) com o meu comentário ao final.
"Os nichos de mercado em que a
Portugália operava com tarifas elevadas, desapareceram quando as
low cost (ou seja, os preços baixos) começaram a surgir. Com os
custos a subirem e as tarifas a descerem, começou a ser
insuportável gerir de forma a ter retorno. Tentamos reagir e não
conseguimos. Ou seja, íamos morrendo pouco a pouco. Foram anos
terríveis".
A afirmação pertence a Luiz
Lapa, outrora diretor-geral de operações da Portugália e
presente administrador-delegado da companhia. Em entrevista ao
Jornal de Negócios
na mesma data, discursa sobre as fragilidades que conduziram à
venda da empresa, mas também sobre planos para um futuro viável.
Entre os "obstáculos", estiveram
operadores de serviços aéreos de tarifas económicas, o que só por
si revela a importância que têm no negócio aéreo
comercial português.
Em comunicado, a empresa agora
pertencente à TAP, anunciou que 220 dos seus
746 trabalhadores serão despedidos. Luiz
Lapa afirma que foram contratados os serviços da
Transitar, do grupo
Lee Hecht
Harrison, no intuito de recolocar os mesmos no mercado.
Meu Comentário:
Do site
Wikipédia, a enciclopédia livre, transcrevo
editando o seguinte:
Esta companhia
aérea foi criada a 25 de Julho de 1988, mas só dois anos depois
começou a voar, por causa do atraso da liberalização do transporte
aéreo em Portugal.
Começou
a voar em 7 de Julho de 1990 com vôos de Lisboa para Porto. Também
voou de Lisboa para Faro no mesmo dia. Os seus vôos internacionais
começaram em Junho de 1992 desde Lisboa e Porto.
Em 1993 a
Portugália começou a dar lucro, depois dos prejuízos esperados
nos anos iniciais de atividade. Dois anos depois a transportadora
já tinha uma frota de seis Fokker F100, tendo
adquirido oito aviões Embraer
ERJ-145 no final da década de 90.
Em 2000 a
Portugália foi eleita pela Sky Trax,
uma empresa inglesa dedicada à qualidade na aviação, como a melhor
companhia aérea regional da Europa, feito que repetiu nos seis
anos seguintes. No entanto, em Junho de
2007 o Grupo Espírito Santo vendeu a companhia à TAP
por 144 milhões de euros.
Agora, por outro lado, vejamos
as conseqüências dessa transação:
Segundo o site do Jornal Público
que transcreve um artigo de Paulo Carriço publicado na
Agência Lusa em 09/02/2007 – o qual também transcrevo, editando-o
– com o seguinte título:
Portugália Airlines vai
despedir 220 trabalhadores

Mais de 140 são portugueses.
Estes despedimentos surgem na
seqüência da aquisição da Portugália pela TAP.
A Portugália Airlines (PGA)
anunciou que vai despedir 220 trabalhadores, 141 dos quais
portugueses e 79 que integram delegações da companhia aérea em
Espanha, França e Itália.
De acordo com o comunicado da PGA,
estavam ao serviço da companhia aérea "746 funcionários, dos quais
475 vão ser mantidos nos quadros e 51 vão integrar o quadro de
efectivos do Grupo TAP".
Em Portugal, a PGA contratou uma empresa especializada em "outplacement",
a Transitar, com o objectivo de prestar a estes
trabalhadores todo o apoio na sua colocação no mercado de
trabalho.
Estes despedimentos surgem na sequência da aquisição da
Portugália pela TAP, autorizada pela Autoridade da
Concorrência a 5 de Junho, após sete meses de análise do
processo.
A TAP pagou pela PGA 144 milhões de euros,
recebendo-a livre de qualquer passivo financeiro, através de um
financiamento do banco Millenniumbcp.
Entretanto, observadas algumas
opiniões sobre esse tema publicadas nos mesmos sites, destaco o
seguinte:
Apesar da matemática está cada vez
mais complicado fazer contas em Portugal. O passivo declarado pela
PGA, ou seja, a Portugália, por causa das Low
Cost foi de 90 milhões de euros.
O saneamento financeiro ao BES –
Banco Espírito Santo, por parte do contribuinte português, foi
de 144 milhões de euros.
Afinal onde foram parar os 54 (144 -
90) milhões de euros restantes?
Será o lucro do BES?
Será o valor residual dos Fokker
e dos Embraers?
Será o valor dos slots por
forma a atenuar a erosão das Low Cost sobre a TAP?
É que 54 milhões de euros a dividir
por 10 milhões de habitantes, dá a cada um 5,4 euros.
Ainda nos dizem que o novo modelo da
TAP/PGA em vender serviços a terceiros é coisa para durar
ainda mais 3 anos.
Decididamente alguém aqui tem um
problema, não deixando, contudo, de a “coisa” ser engraçada.
Como diziam os romanos dos lusitanos.
“Aquilo é um povo danado, nem se governam, nem se deixam
governar”.
Entreguem lá os slots para a
Madeira e para os Açores às Low Cost, que a 10 euros o
bilhete a gente até perdoa os 14,4 euros que cada contribuinte
português pagou pela PGA – Portugália Airlines.
Em face do exposto, tirem as vossas
conclusões. Mas que há algo estranho no “reino lusitano” isso há!
Afinal, as conseqüências negativas, mormente de carácter social,
são evidentes.
Gaspar Nunes
Rio de Janeiro – RJ, Brasil
Formado pela Escola Industrial e Comercial da Póvoa de Varzim –
Portugal. Ex-Combatente da guerra colonial de Angola com a patente
de 3º Sargento Miliciano, hoje 2º Sargento Miliciano na reserva.
Ex-Projetista de Máquinas, da área de Engenharia Metalúrgica, já
aposentado. Milita há oito anos na área cênica, participando
eventualmente como Ator em Teatro, Cinema, Televisão, Comerciais,
etc.. Autor de diversas crônicas e colaborador do Programa
Seleções Portuguesas, na Rádio Bandeirantes – Rio de Janeiro.
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