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12/JUN/2007
Mensagem alusiva ao "Dia de Portugal, de
Camões e das Comunidades Portuguesas"
Caros compatriotas,
Caros Luso-brasileiros:
Ao festejarmos mais um “10 de junho”, a data magna da nação
portuguesa, surge mais uma vez o momento de reflexão acerca da
importância destas comemorações. Sob a égide do imortal poeta da
raça lusitana, Luiz Vaz de Camões, têm se efetivado festividades
em todas as comunidades portuguesas, espalhadas pelo mundo,
representando esta figura histórica verdadeiro símbolo de
identidade nacional.
E, sob sua inspiração, tais comemorações ganham uma dimensão que
transcende a simples celebração de uma efeméride, para se
constituir em verdadeiro apelo à consciência e aos sentimentos de
todos nós, emigrantes espalhados pelos diversos cantos do mundo.
O passado glorioso de Portugal, vivo na epopéia de Camões,
representa a nossa responsabilidade do futuro. Como bem salientou
AUGUSTINA BESSA-LUIZ “o passado que nos honra vale tanto como o
presente que nos obriga”.
Nesse sentido, realmente, o Dia das Comunidades é adequado para
lembrar o passado sem lhe dar o tom duma oração fúnebre, como
sempre acontece quando se fala de heróis e de gente ilustre.
Ao contrário, continua viva e eficaz a figura símbolo de Camões,
como ponto de união de todos os portugueses de ontem, de hoje e de
sempre! AFONSO LOPES VIEIRA, escritor estruturalmente lusíada, ao
referir-se a Camões escreveu: “Camões não é apenas o maior, mas
também o mais moço dos poetas portugueses, porque é a mais viva
encarnação do espírito português, não só nas suas obras, mas no
seu pensamento e na vida que as animam. Realmente é certo que
Camões representa, como tipo humano, o português de todos os
tempos”!
E, dentro deste diapasão é que devem ser compreendidas as
comemorações que se efetivam todos os anos.
Deve-se, principalmente, usufruir deste clima mágico, que está a
unir todos os portugueses, emigrantes ou não.
Basicamente, o “10 de junho” é dia nacional, no qual o papel
pujante do homem lusíada é colocado em relevo, servindo para
estabelecer uma corrente de amor, saudade e fé entre milhões de
portugueses que um dia tiveram que deixar o seu país.
Esperamos, pois, que todas essas comemorações, sirvam, como
elemento de valorização da raça portuguesa, reafirmando os seus
valores naturais, cuja relevância projeta no mundo imagens
gloriosas de um passado, suficiente para credenciá-la no presente
e no futuro.
Neste dia, portanto, desejamos que todas as Comunidades
Portuguesas, dimensionadas na figura de Camões, aperfeiçoem
instrumentos de integração, na certeza de que a dispersão é
meramente geográfica, jamais de sentimentos, objetivos e de amor à
pátria.
Antonio de
Almeida e Silva
Presidente do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de
São Paulo
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