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11/JUN/2007
Dia de Portugal
O 10 de Junho e o Nacionalismo x O Patriotismo
Ser ou não ser, eis a questão!*
Transcrevo abaixo – na versão de
português do Brasil, já que a mensagem original é escrita em
português de Portugal – uma matéria de autor desconhecido que me
foi enviada por e-mail, fazendo, ao final, o meu comentário. Creio
que valerá a pena conferir pois é bastante polêmico. O sentimento
de um verdadeiro português é… Ser Português…
A
questão da
Nacionalidade
leva-nos, sempre, a um grande dilema, muito próprio do Nacionalismo
e com contornos ainda mais controversos dentro do movimento
Neo-Nazi:
Deverão
as Pessoas com origens e características étnicas Africanas,
nascidas na Europa (jus sanguinis), ou filhos de cidadãos europeus
(jus sanguini),
ser consideradas tout court como cidadãos EUROPEUS
de Pleno Direito?
Ou melhor e naquilo que nos interessa realmente:
Deverão ser considerados PORTUGUESES?
Penso que uma resposta a esta questão
ultrapassa a opção jurídica que se tome e concentra-se
essencialmente numa afirmação de fato e de fé:
Deverá ser considerado PORTUGUÊS
quem verdadeiramente se SINTA Português, PRESERVE
os valores e a cultura Portuguesa, AME sem reservas Portugal e
seja capaz de verter o próprio sangue em defesa da sua PÁTRIA,
contra inimigos externos e, em especial, contra os inimigos
internos, que desde o 25 de Abril de 1974 levaram os Portugueses a
sucessivas crises, não apenas econômicas, mas também de identidade
e de valores.
“É
por defender esta doutrina que eu sou Português e Nacionalista!”
“É
precisamente por eu ser Português e Nacionalista que NUNCA
poderia ser Neo-Nazi!”
Todos os
VERDADEIROS PORTUGUESES são poucos para LUTAR pela Pátria
Portuguesa e pelos Ideais do Nacionalismo … e não será por alguns
terem a pele mais escura do que a minha que serão menos
Portugueses do que eu.
Para se ser
Português BASTA que se ame Portugal, que se ame a língua, a
tradição e os valores Portugueses e se lute por eles … se
necessário com o sacrifício da própria vida.
Perante a Defesa desta afirmação de fato e de fé,
perante a defesa desta Crença Nacionalista,
como podem
conciliar-se filosofias importadas da Alemanha dos anos 30/40 e
adaptadas “muito convenientemente” ao puro racismo?
Antes de serem Nazis, os atuais
movimentos Neo-Nazis, são movimentos puramente racistas, que
procuram argumentos literários para uma “supremacia” branca.
Tais
movimentos não podem proceder em PORTUGAL, tendo em conta o seu
PASSADO e a sua HISTÓRIA.
Estão por isso condenados aos baixos horizontes dos seus
seguidores e às vistas curtas dos seus chefes, mais habituados às
bancadas dos estádios de futebol do que ao palco da política.
Desengane-se quem leu até aqui e já
faz de mim um defensor de uma Europa aberta a toda e qualquer
imigração.
Defendo o conceito de
Europa “Fortaleza”
e não vejo outra possibilidade de não ser assim.
Mais:
Defendo uma feroz Política Anti-imigração para
Portugal, como condição de defesa e sobrevivência da cultura, dos
valores, do trabalho e da economia dos Portugueses.
Cultura, valores, emprego, trabalho e
economia dos Portugueses, são coisas que os atuais e os
anteriores governantes de Portugal não quiseram acautelar, em
obediência a ordens mais altas, de quem lhes paga as campanhas
eleitorais, o colégio dos filhos, os apartamentos em condomínios
de luxo ou as férias no estrangeiro.
Tenho dito!
Essas são palavras do autor.
Meu Comentário:
Inicialmente,
reitere-se que desconheço quem é o autor do texto acima
transcrito. Apenas o publico por nele ter encontrado, a seu modo,
um alto sentimento Nacionalista, o que, contudo, em alguns
pontos, me toca sobremaneira. Lamento que, por razões que fogem à
minha percepção o autor seja desconhecido ou que tenha preferido
manter-se no anonimato. … Que pena! …
Presume-se que se
trata de um Nacionalista … e radical, enquanto que, eu não
sou tal coisa pois me limito a ser um Patriota, o que já me
basta! Afinal, ser Nacionalista é ser extremista, quiçá
chauvinista e poderá revelar até um sentimento xenófobo e isso, em
função dos direitos humanos e em prol da democracia, eu não posso
aceitar. Enquanto que, ser Patriota é pura e simplesmente
ter amor à Pátria, na verdadeira acepção da palavra.
Hoje o nosso
Portugal resume-se ao simples território na forma de um
retângulo irregular, até há 33 anos chamado de Metrópole ou
Portugal Metropolitano. Afinal, o mesmo Portugal de
antes da Saga dos Descobrimentos. É claro que os
arquipélagos da Madeira e dos Açores também são
portugueses porém com autonomia administrativa.
Naturalmente que os
ventos da Democracia Global inevitavelmente teriam que nos
levar a que Portugal se resumisse aos seus limites
ibéricos, embora adicionando-lhe a Madeira e os Açores,
pois seria apenas uma questão de tempo para que a descolonização
acontecesse, só que jamais deveria acontecer da maneira que
aconteceu, já que os planos para que fosse negociada preservando a
segurança e os interesses tanto da população nativa das
ex-colônias quanto dos portugueses originários da Mãe-Pátria
– a Metrópole – (lá, em África, apelidada de “Puto”)
e seus descendentes que lá ainda labutavam e viviam por opção,
confiantes no Governo. Infelizmente, segundo reza a nossa
História recente, esses planos, que de fato existiam, foram alvo
de traição por parte de alguns dos famosos promotores da
“Revolução dos Cravos”.
Obviamente que isso
não significa que a “Revolução dos Cravos” não tenha sido
importante para a Nação, só que, ainda segundo a nossa
História recente, o fato é que a governança nos 10 anos imediatos
foi catastrófica, mormente em face do Gonçalvismo. E,
assim, questiona-se: Quem paga o descalabro de então? Quem vai ser
responsabilizado pelos prejuízos e pelo sofrimento de toda essa
gente?
Agora, embora
dificuldades existam, espera-se que os ventos mudem para que o
“navio” enverede numa rota que leve a um porto-seguro. É isso que
se deseja e espera do “Comandante” ora investido, José Sócrates.
Não quero deixar em
branco o fato de que, não sei por que “cargas d'água”,
recentemente, numa espécie de plebiscito feito pela RTP, o
falecido Dr. António Salazar foi escolhido como o melhor
português de todos os tempos, já que isso acabou por ser
considerado um acinte e até alvo de chacota. Esses infelizes (ou
será gozadores), não devem ter vivido “no tempo da velha senhora”
(leia-se ditadura).
Esquecer que D.
Afonso Henriques, conquistador da maior parte do espaço físico
do Portugal de hoje – sendo, ainda o fundador de uma
Pátria gloriosa da qual nos orgulhamos e que antes se resumia
a um simples condado encravado no que é hoje a província do Minho
–, revela que os portugueses têm a memória curta e distorcida,
praticando uma tremenda injustiça para com o maior de todos, o “Conquistador”,
o grande Pai da Nação. … Quanta ingratidão, … meu Deus! …
Finalizando, declaro:
“Ser português é ser patriota acima de tudo! Aliás, não fossemos,
tradicionalmente, um Povo de guerreiros! … A nossa
História é rica de heróis e mártires, daí a sua
integridade.”.
Eu sou
Patriota!!! … Eu sou Português!!! … Você é? …
* De William
Shakespeare, em Hamlet
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