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08/JUN/2007
Ecologia
No rescaldo da Semana Mundial do Meio
Ambiente (2007)
Termina hoje oficialmente a Semana Mundial do Meio Ambiente. Por
todo o mundo, houve palestras, discussões, manifestações, alertas,
plantio de arvores, mostras de arvores raras, tudo como forma de
consciencializar as pessoas e mostrar-lhes o que já é óbvio (só
não vê quem não quer) de que o nosso planeta está uma autentica
lixeira.
E se você não acredita e é como S. Tomé, ver para crer,
experimente ir para lugares inóspitos, daqueles onde só e chega de
4x4 e depois mais uma grande caminhada e garanto-lhe que alguma
garrafinha ou saquinho de plástico você irá encontrar.
Embora tudo seja discurso de circunstância e para a maioria dos
políticos seja mais um item a cumprir na sua agenda, os gritos de
alerta, manifestações, etc, etc, já são passos importantes para a
consciencialização e há que realmente passar da palavra à pratica,
começando já pelas escolas com disciplinas sobre o meio ambiente.
Entretanto os G8 em Heiligendamm, Alemanha, fizeram um acordo para
implementar cortes "substanciais" na emissão de gases do efeito
estufa, conforme afirmou a chanceler (primeira-ministra) alemã,
Angela Merkel.
"Em termos de alvos, concordamos com uma linguagem clara...que
reconhece que os aumentos nas emissões de CO2 devem primeiro ser
interrompidos e depois seguidos por reduções substanciais", disse
Merkel a repórteres durante a reunião no balneário de Heiligendamm.
Segundo ela, os países do G8 concordaram em "considerar" a meta
dela de um corte de 50 por cento nas emissões até 2050. Mas os
líderes não parecem ter se comprometido a metas específicas.
Os EUA têm resistindo às tentativas de Merkel - que comandou a
cúpula - de fixar uma meta específica sobre os cortes necessários
aos esforços para combater as perigosas alterações no clima.
Mas o acordo, todavia, não estabelece metas especificas para a
redução mas sim um principio não vinculativo, defendido pela União
Europeia, Canadá e Japão, de que essa redução seja de 50 por cento
até 2050.
E os EUA não se vincularam totalmente entrando no acordo mas com
reservas.
Um dos países mais poluidores do nosso planeta e que tem sofrido
com as forças desenfreadas da natureza como os furacões entraram
no acordo mas com reservas e propondo um novo ciclo de negociações
sobre o clima.
Mas talvez eles tenham razão. A tentativa de construírem um escudo
de defesa antimíssil que teria parte de seus componentes
instalados no Leste Europeu vem nos mostrar que o nosso planeta
pode virar em um segundo um planeta mais brilhante que mil sois.
Victor Jerónimo
Membro da APP - Associaçao Portuguesa de Poetas; e do GPL -
Gabinete Portugues de Leitura de Pernambuco. Vice-Presidente da
AVSPE - Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores.
Esta crônica foi escrita especialmente para o Evento da Semana do
Meio Ambiente realizada pela AVSPE.
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