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20/MAI/2007
Ecologia
Semana Mundial do Meio Ambiente
Mais uma vez o homem se prepara para nos alertar que estamos
doentes de tanto fumo e outros vis dejectos e que o nosso berço
vai ficar moribundo.
Mais um ano de avisos e exigências, gritos de declamantes
revoltados, jornais escrevendo revoltantes noticias,
ambientalistas mostrando que só eles nos podem salvar.
Tudo uma panacéia para curar todos os males, como se fosse
possível passar um esponja na sujidade e livrar-nos do juízo que
se avizinha final.
A evolução do homem e a grande revolução industrial no século
dezoito não foram planeadas para proteger a Terra, aliás
pensava-se que vivíamos numa fonte inesgotável de recursos.
Tudo era fácil desde que o homem deixou de ter que lutar pela sua
subsistência com a produção artesanal e se integrou nas empresas
ou fabricas do senhor que possuía a maquina milagrosa da produção.
As Revoluções Burguesas são as responsáveis da passagem do
capitalismo comercial a capitalismo industrial.
Os grandes melhoramentos introduzidos por James Watt no
aperfeiçoamento das maquinas a vapor, veio acelarar de forma
irreversível a revolução industrial
A utilização indiscriminada do carvão foi o começo da poluição da
Terra em alta escala.
O alastramento e o desenvolvimento a todos os continentes provocou
o começo do aquecimento global mais tarde agravado de forma
irreversível pelo uso indiscriminado do petróleo.
Os derivados do petróleo, principalmente os obtidos pela
destilação atmosférica veio criar o ingrediente fatal para o
aquecimento global; gasolina, oleo diesel, querosene, óleo
combustível, lubrificantes, nafta, gasóleo, dissolventes,
parafinas, alcatrão (asfalto) coque, xisto, fertilizantes e o
famigerado plástico um horror de produtos altamente poluentes
usados em queima, em gases poluidores ou dissolvidos na terra e
nas águas.
Grandes meios de transporte chamados petroleiros que têm destruído
todo os grandes ecossistemas ainda virgens da poluição, nos
grandes desastres em que estes se partem em duas, três, ou mais
partes derramando todo o inferno destruidor que trazem alojado nas
suas entranhas.
Poluição dos rios até em áreas remotas como o Amazonas, alta
degradação da terra de cultivo onde o uso do DDT foi tão grave que
este foi proibido, o corte das grandes florestas.
Aletrina, Tetrametrina, Permetrina, Peroxido de Hidrogenio,
Alcalinizantes, Sulfonato de Sódio, Solventes Minerais e todo um
conjunto de nomes estranhos que nem temos a preocupação de ler,
mas que entram em nossas casas como desinfectantes, inecticidas,
lixívias, desodorizantes e muitos mais tudo produtos que causam
hipersensibilidade cada vez maior ao homem no lidar o dia-a-dia
com estes e que por força da sua fabricação já causou um dano
trilhões de vezes maior ao nosso planeta.
Todos estes produtos e muitos mais estão tão inseridos na nossa
vida e têm nos dados grandes níveis de conforto que os nossos
ancestrais nunca tiveram, que difícil vai ser tirá-los do nosso
quotidiano.
Todos sabemos que se tal acontecesse seria o caos final.
E os dirigentes de todas as nações têm melhor que nós a percepção
dura do que se passa.
Os tratados firmados entre todos o países como o Tratado de Kyoto
para a redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa
vem-nos mostrar que infelizmente os dirigentes de dois dos maiores
países industrializados, USA e Austrália, não aderiram alegando
problemas económicos.
Como é falsa esta alegação. E os outros países que aderiram não
terão o mesmo problema económico?
A politização do estado de saúde do nosso planeta vem mais uma vez
mostrar-nos a falsidade, que sempre regeu o homem.
Há que criar comissões ou com qualquer outra designação, mas
organizações que tenham o poder de controlar e criar medidas
severas para com os países poluidores.
Há que encontrar substitutos não poluentes como por exemplo o
hidrogeneo que na sua combustão só emite água e calor.
O homem tem essa grande capacidade de inovar e realmente temos
assistido a grandes descobertas para esse melhoramento.
Simplesmente o grande capital não permite a continuidade desses
objectivos e só os irá apoiar quando encontrarem neles mais fontes
inesgotáveis de receitas que possam substituir as que perderam
como o esgotamento ou proibição da emissão de gases poluentes.
Há que começar já e não esperar pelas grandes catástrofes que se
avizinham e que serão irreversíveis.
O que está em causa é a sobrevivência da nossa espécie, é a
sobrevivência de tudo o que tem vida no nosso amado planeta.
Mas se continuarmos assim este nosso planeta irá desaparecer, irá
matar todo o ser vivente existente.
Ele continuará até ao fim dos dias, mas será mais um planeta
deserto no nosso sistema solar.
Victor Jerónimo
Membro da APP - Associaçao Portuguesa de Poetas; e do GPL -
Gabinete Portugues de Leitura de Pernambuco. Vice-Presidente da
AVSPE - Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores.
Esta crônica foi escrita especialmente para o Evento da Semana do
Meio Ambiente realizada pela AVSPE.
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