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11/ABR/2007
A Cruzada Socialista em Portugal
Portugal adia a vida de período eleitoral em período eleitoral
Para o governo socialista já não chega a ocupação da
administração. Ele quer assenhorear-se também dos campos da moral
sexual na escola, na determinação dos textos a usar nos compêndios
escolares e até interferir nas tradições e costumes populares.
Trabalham de maneira sistemática contra a tradição cristã. Talvez
porque Sócrates provém duma família de prática religiosa não
propensa à festa o processo se torne mais obstinado. Eles sabem
que não precisam de dar satisfação a ninguém porque o povo só
entende de futebol e os multiplicadores directos andam a dormir na
forma. A inteligência encontra-se de maneira geral amarrada à soga
do poder.
De lamentar o facto de terem acabado com a tradição das férias
pascais de uma semana antes da Páscoa e outra depois da Páscoa.
Com a sua regulamentação dos 15 dias de férias antes da Páscoa
talvez pretendam estragar a festa de Páscoa já que as crianças
nesse dia já vêem o dia estragado só em pensar nas aulas do dia
seguinte. Por outro lado não se preocupam com férias de verão tão
extensas e com consequências nada vantajosas para uma economia
racional do tempo.
Eles fizeram de Portugal uma coutada
É já tradição de fascistas e marxistas a ocupação do sector da
formação e da educação nos estados onde alcançam o poder.
Aproveitam da escola para fazer a sua “catequese” e até com a
justificação da democracia dorminhoca. Portugal sempre foi usado
por elites geralmente com mentalidade remediada, com espírito e
mãos de toupeira mas com boca de leão.
Em Portugal podem fazê-lo porque sempre faltou o equilíbrio e o
controlo duma camada intelectual isenta e duma classe económica
independente. Todos se encostam ao poder seja ele de direita ou de
esquerda. Haverá outro país no mundo com tantos professores
universitários nos partidos e no governo? Assim temos um país a
viver continuamente de mão estendida. O povo de mãos estendidas na
rua e os medianos de mãos estendidas voltadas para o governo. Um
país assim terá que viver sempre preocupado com onde arranjar mais
impostos, onde ir buscar mais contribuições para viver da
satisfação do dar.
Um outro problema é o facto do centro direita estar sempre
demasiadamente preocupado também ele com o poder não estando
atento ao que acontece nas escolas e na cultura. Uma pobreza
franciscana no que toca aos próprios valores. Também muita gente
do clero anda de olhos tapados apostando num socialismo de cara
camuflada sem verem o que está verdadeiramente a acontecer.
Infelizmente o poder público, as idéias e o sistema com o qual se
interpreta a realidade manca, pelo menos meio século, atrás da
realidade que produzimos. Não nos perguntarmos, como nação, donde
provém o atraso e suas perigosas consequências. O futuro
constrói-se na escola e a paz depende de visões da vida e dos
modos de agir que se aprende. Um socialismo anticultura cada vez
se espalha mais em Portugal não só estabilizando a sua pobreza
económica, mas o que é mais grave ainda, dando cabo
sistematicamente duma cultura impar.
Não se trata de ir conta a globalização ou contra a Europa, mas de
se construir um mundo mais justo. Se o povo não acorda estamos
entregues à bicharada.
Não se trata de evitar conflitos na percepção da realidade
nacional. É melhor ter a coragem de os enfrentar e de discutir
acesamente os problemas do que continuar a não tomar conhecimento
deles.
Precisamos duma esquerda e duma direita dignas desse nome.
Precisamos duma universidade que pense e aja. Precisamos duma
escola que deixe de ser alienadora onde se perde o mais do tempo!
É uma desonra continuar a viver na miséria do factual e no
preconceito oportuno, adiando a própria vida e a vida da nação de
campanha para campanha, de período de eleições para período de
eleições, sempre e apenas na espera da rotação dos tachos
António da
Cunha Duarte Justo
http://blog.comunidades.net/justo
Da Alemanha
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