SERVIÇOS >> ARTIGOS

 

Comente este artigo.

» Artigos do Autor

06/JUN/2007

» Doação de Órgãos

25/MAI/2007

» Maria – Maio – Fátima

22/MAI/2007

» Portugal a Caminho do Absurdistão?

16/MAI/2007

» Dia da mãe

09/MAI/2007

» Tensão entre Razão e Fé

25/ABR/2007

» Europa Indiferente logo Decadente

18/ABR/2007

» Papa Bento XVI

11/ABR/2007

» A Cruzada Socialista em Portugal

08/ABR/2007

» A História está de regresso

03/ABR/2007

» Europa contra Europa e a USA de permeio

» Modelos de interpretação da cruz / paixão

02/ABR/2007

» Salazar e Cunhal no mesmo Panelão

26/MAR/2007

» Ecologia e Família

24/MAR/2007

» Na Defesa da Língua

14/MAR/2007

» Maria: a deusa secreta do Cristianismo

13/MAR/2007

» Energia Ecológica - Um desafio a Portugal

02/MAR/2007

» Incesto – dois irmãos juntam-se e geram quatro filhos

» Europa Central Europeíza os problemas Migrantes e Imigrantes na Espanha

21/FEV/2007

» À vida desregrada segue a penitência

16/FEV/2007

» O referendo abortou e os políticos também

12/FEV/2007

» As dores da democracia

30/JAN/2007

» A Economia Nacionalista e a Europa dos Patriotas

20/JAN/2007

» Energia Biológica – Novas Perspectivas para a Aldeia

15/JAN/2007

» Reestruturação Consular - A luta dos estabelecidos contra a política

» Saddam Hussein – Um Assassino Assassinado

08/JAN/2007

» Mística – O Futuro da Religião e da Sociedade

11/DEZ/2006

» Cristianismo – O grupo religioso mais perseguido no mundo

11/DEZ/2006

» Direitos Humanos – Valores Universais

23/OUT/2006

» O Ressurgir duma Nova Consciência Burguesa (Parte 1)

19/OUT/2006

» União entre Portugal e Espanha! – De Couto para Província?

12/OUT/2006

» Islão e ocidente - Um diálogo desigual e hipócrita

10/OUT/2006

» Proibição de fumar em casa e no carro

04/OUT/2006

» Salazar no Museu

02/OUT/2006

» Dos perigos da Democracia - Jorge Sampaio

 
 

Artigo » António da Cunha Duarte Justo

26/MAR/2007

Ecologia e Família

As plantas assentam a sua força de auto-afirmação e realização nas suas raízes, enquanto que o ser humano as fundamenta no espírito.

O clima e a pureza do ar estão para a planta como a atmosfera humana, o amor está para o género humano. São dois sistemas ecológicos interdependentes em que o meio ambiente (biotópico e cultural) é determinante para a sua sobrevivência. As plantas sofrem com o meio ambiente poluído tal como a pessoa humana sofre com a poluição cultural ambiental. A poluição é comum tendo a mesma causa e os mesmos efeitos. O sofrimento é o mesmo, toda a criação sofre, diferenciando-se o sofrimento no grau da vibração. Falta ainda a capacidade de identificação e a consciência humana do padecer comum.

O ser humano e a natureza alcançaram já um grau limite de poluição. A poluição ambiental e cultural é provocada pelo nosso modo de viver, pelo mundo das nossas ideias e sentimentos. A medida mais urgente a tomar será a remodelação das nossas ideias. As ideias são energia tal como o sol o é. Enquanto o Sol proporciona a vida o Homem, amuralhado nas suas ideias, continua a provocar sombra terrena, a sombra do sofrimento porque ainda não descobriu o Sol interior que se encontra nele mesmo, o amor, de que o astro Sol é apenas a sombra.

Tal como o dióxido de carbono, o ozono, e os químicos em geral poluem a atmosfera e o solo prejudicando as plantas, assim actuam as ideologias contaminando a cultura. A vida no cerco do mundo paralelo das ideias é incapaz de reconhecer a vida como corrente, como espírito a brotar.

Se na ecologia é essencial a defesa dos biótopos para a conservação e desenvolvimento natural das espécies, o mesmo se deveria dar na sociedade onde os biótopos naturais são primeiramente a família. Nos biótopos desenvolvem-se as forças que possibilitam a resistência e a auto – afirmação ao meio adverso. O que o húmus é para a planta é o afecto, o ambiente emocional, o espírito, para a pessoa.

Como na atmosfera se dá um estreitamento do espaço vital devido à profusão do anidrido carbónico e de outros tóxicos também na sociedade aumentam os tóxicos – medo, stress, egoísmo e moralismo – condicionadores do indivíduo e do grupo. Na natureza os tufões e os zunamis ocorrem já com grande frequência observando-se o mesmo fenómeno nas famílias e na sociedade com entulhamentos e enxurradas no corpo e na alma. As forças instintivas e intuitivas perdem o equilíbrio através de bloqueios e nós da energia vital. Sociedade e natureza cada vez manifestam mais sintomas de doença.

O desenvolvimento da personalidade em biótopo desnaturado fixa-se numa expressão adolescente crónica. A sociedade recusa assumir responsabilidade mantendo-se no infantilismo arcaico e na resolução dos problemas à maneira do passado. O fumo das fábricas e dos carros bem como os medos e o desatino intoxicam a sociedade e a natureza. Também em nós ardem as tensões, a nível do inconsciente, provocando fumaça e intoxicações na alma e na sociedade. Como consequência o espaço social e psicológico torna-se cada vez mais reduzido devido a medos e inseguranças. A juventude sem perspectivas nem chances resigna.

A florescência do amor é impedida, atendendo à poluição dos canais. A energia formadora e sustentadora do universo é o amor que tudo muda e transforma. Como esta energia não é aceite no mercado, a natureza e a humanidade sofrem. O amor deixa de ser reconhecido como substrato do desenvolvimento individual, das espécies, da natureza e da sociedade. Precisamos dum novo Renascimento, da Renascença do espírito, doutro modo continuaremos a ser menos cumpridores do nosso papel de género do que as outras espécies da natureza. O mundo precisa duma nova visão.

A regeneração da natureza e da sociedade só será possível mediante uma nova mentalidade. Uma mentalidade unificadora do pensar-sentir-agir no conúbio de tudo em todos. Uma nova consciência conduzirá à experiência gratificante da ressonância na vibração universal.

António da Cunha Duarte Justo
http://blog.comunidades.net/justo

» Artigos

» Editoriais / Colunas

» Espaço Leitor

» Agenda


© 2006 Jornal Mundo Lusíada - O melhor veículo de comunicação da Comunidade Luso-Brasileira.
Artigos assinados não exprimem propriamente a opinião do jornal Mundo Lusíada.

Colunas e textos de opinião com assinatura são de responsabilidade de seus autores.