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13/MAR/2007
Energia Ecológica - Um desafio a
Portugal
Cimeira européia – viragem ecológica
Acaba de se realizar a cimeira dos 27 países europeus. Nela
tratou-se da questão mais importante do futuro em relacao à
protecção do clima e no sentido de se dar um passo em frente
contra a dependência de energia dos árabes e da Rússia.
Comprometeram-se à redução de 30% das emissões de CO2 até 2020.
Além disso até lá deve elevar-se o consumo da energia proveniente
de massa biológica, do sol e da água. A revolução ecológica
conduzirá a Europa à vanguarda do mundo. Iniciou-se assim a era
post-kyoto. Foi um vitória dos alemães através da sua chanceler
Ângela Merkel que consegue convencer o presidente francês Chirac,
apologista da energia atómica, a aceitar o fomento da energia
renovável. A tecnologia do ambiente será o motor da economia.
Mudança de mentalidade
Em 2005 vários ciclones provocaram no sul da USA um prejuízo de
126 biliões €. As companhias de seguros alemãs prevêem, por seu
lado, que se a temperatura da superfície do mar aumentar apenas
meio grau haverá um aumento de 50% nos estragos.
A Alemanha tem reagido de maneira consequente aos dados
científicos. Já em 2005 investiu 9 biliões € em instalações para
uso de energias renováveis.
O Instituto Faruenhofer prevê até 2005 uma subida de consumo da
energia proveniente de energia solar de actualmente 1% para 30%.
Na Alemanha passa a ser obrigatória uma certa percentagem de óleo
ecológico misturada na gasolina e no gasóleo, o que já tem vindo a
acontecer de livre iniciativa.
Também se encontra em crescimento a produção de gás a partir da
massa biológica. As acções deste ramo, atendendo à inovação
tecnológica continua neste sector, prometem grandes lucros. Já nos
últimos três anos o Capital investido nestes sectores teve um
lucro de 100%.
Também a USA já começou a apontar nesta direcção. Só o governador
da Califórnia investiu no seu estado 2,3 biliões de €.
Em Portugal a produção de energia voltaica proveniente de células
solares ainda não se generalizou. Continua-se com a política
proteccionista em favor das grandes empresas impedindo o
particular de a produzir nos tectos das suas casas contrariamente
ao que acontece na Alemanha há muitos anos apesar de condições
climáticas menos vantajosas. Portugal ignora a regulamentação da
EU. Aqui o povo é sempre o último a ser tido em conta nestas
medidas. Os interesses estabelecidos encontram-se bem enredados.
António da
Cunha Duarte Justo
http://blog.comunidades.net/justo
Da Alemanha
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