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02/MAR/2007
Europa Central Europeíza Os Problemas
Migrantes
Imigrantes
na Espanha
Até há pouco os imigrantes na Espanha ainda eram bem-vindos, mas
até quando?
Enquanto a economia explodir ninguém se questiona e possíveis
problemas serão ignorados.
Entretanto com quatro milhões de estrangeiros legais e cerca de um
milhão de ilegais já começam a surgir problemas nas cabeças de
alguns espanhóis. Com o aumento de ilegais a xenofobia receberá um
surto. Para 48% dos espanhóis já é mais preocupante a imigração do
que o desemprego.
Se tivermos em conta o crescente florir da economia é para admirar
que haja já uma percentagem tão alta de cépticos, apesar de não
haver um verdadeiro debate político público sobre o assunto. É uma
tradição das elites européias varrerem os problemas para debaixo
do tapete. As gerações vindouras que se arranjem.
A confrontação com a população espanhola dar-se-á quando a
recessão econômica começar.
A necessidade de forças de trabalho aliada à falta de procriação
motiva ainda a economia e a política a não tomarem o tema a sério.
Além disso exigir-se-ia muita diferenciação na discussão o que não
convém à esquerda nem à direita. No negócio com a imigração têm a
ganhar interesses ideológicos e econômicos partidários à margem do
povo. O problema não está tanto no fenômeno das migrações mas na
imigração de culturas que se afirmam na contradição com a cultura
de acolhimento.
Na Alemanha o antigo chanceler alemão Helmut Schmidt já reconheceu
o erro cometido pela política em termos de imigração.Esta criou
problemas insolúveis para futuras gerações. Então os alemães eram
demasiado finos para fazerem os trabalhos sujos e para se
sujeitarem a terem filhos. Para isso estavam os estrangeiros à
disposição. Quem se apodera da política e quem determina não são
os interesses do povo mas as intenções duma economia internacional
que só é fiel ao lucro.
Entretanto formou-se na Alemanha uma sociedade paralela muçulmana
impermeável. A política e os detentores da opinião pública fazem
como a avestruz metendo a cabeça debaixo da areia e cedendo cada
vez mais a exigências para a religião islâmica que em
contrapartida não cede nos seus países à abertura a outras
religiões ou práticas modernistas nem está disposta a integrar-se.
Dado que a concorrência no mercado de trabalho espanhol ainda não
é tema descuram-se os problemas sociais e políticos de amanhã. O
eu conta é o pão e a imigração de pobres não faz concorrência à
burguesia de hoje, pelo contrário, serve-a com trabalho mais
barato na construção, na agricultura, com criadas e pessoas
disponíveis no serviço à terceira idade. Por outro lado compensa a
falta de crianças deixando recursos livres para os políticos
poderem distrair o povo com assuntos de eutanásia, aborto,
casamentos de homossexuais, etc.
O problema surgirá, logo que se chegue a uma recessão econômica,
entre a classe trabalhadora mais dependente e os estrangeiros. A
economia e a política estão interessados apenas no crescimento
econômico momentâneo, o que conta é apenas a produção e
contribuintes pagadores de impostos e contribuições sociais.
Segundo o cálculo feito pela investigação da Universidade Autônoma
de Barcelona, o rendimento anualmente por cabeça de 0,6%
reduzir-se-ia sem o contributo dos estrangeiros que vivem em
Espanha.
É natural que as grandes potências européias que hoje se sentem
desorientadas e sem solução para os problemas laterais da
imigração não querem ficar sozinhas na Europa com o problema.
Estão interessadas em generalizar os problemas a outras nações a
nível europeu. Querem que a responsabilidade se torne anônima, por
detrás de legislações eurpoeias. Países da periferia, com o
desenvolvimento econômico e os interesses de internacionais,
começam agora a cometer os erros que responsáveis políticos da
Europa central confessam terem cometido quando se encontram longe
dos microfones e das câmaras de televisão.
A Europa Central abdicou já de encarar o problema das sociedades
paralelas de culturas árabe e turca. Limita-se a ceder
paulatinamente às exigências das lobies daquelas sem qualquer
contrapartida. O problema é para ficar devido à sua capacidade de
multiplicação e ao direito à reunião de família que se revela
justo mas por outro lado a fomentação dos problemas pela porta
traseira atendendo a que quase só casam com pessoas genuínas do
país de origem dos pais, ainda não poluídas pela cultura ocidental
e se casam com gente estranha exigem que esta se converta ao Islão.
Naturalmente que essa população migrante é também ela vítima do
capitalismo e duma política de habitação fomentadora de gettos e
continuando vítima dum religiosismo subjugador e controlador.
Em nome do capitalismo e do internacionalismo põe-se tudo à
disposição. Neste sentido o primeiro-ministro Zapatero certamente
que irá mais tarde reconhecer a ingenuidade da sua política, tal
como fizeram outros políticos da Europa central.
É escandaloso que no século XXI tal como nos tempos da escravatura
se continue a explorar o homem pelo homem com a sua
comercialização. Em vez de se criarem infra-estruturas humanas nos
países de origem obrigam as famílias a desenraizarem-se e a viver
de maneira desumana nos arrabaldes das grandes cidades. E, tudo
isto, em nome do apoio ao desenvolvimento dos países pobres. Por
outro lado subsidiam a lavoura européia arruinando a agricultura
dos países pobres que assim não podem concorrer a nível de mercado
com os preços dos produtos agrícolas europeus. Esta forma de
capitalismo feroz destrói não só as pessoas mas destrói também as
culturas.
À catástrofe humana que se esconde por detrás das odisséias dos
emigrantes ilegais de África juntar-se-á a catástrofe social que
resultará daqui a alguns anos duma política social, econômica e
cultural irresponsável. Os protagonistas da democracia de hoje
criam agora situações insuportáveis para imigrantes e autóctones
donde surgirão os melhores caudilhos contra a democracia. Uma
mobilidade querida só em serviço da economia e um
internacionalismo de ventre revelar-se-ão nos melhores promotores
de fascismo.
António da
Cunha Duarte Justo
http://blog.comunidades.net/justo
Da Alemanha
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