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Artigo » Alcindo Augusto Costa

24/OUT/2006

Fusão de Portugal e Espanha

No Mundo Lusíada de 20 do corrente, vem publicada a notícia de que numa pesquisa efectuada em Espanha, 45,7 dos espanhóis defendem a fusão dos dois países e a constituição de um Estado único, com o nome de Espanha.

Não é de estranhar que tantos espanhóis defendam essa solução.

Creio, porem, que esses ditos espanhóis, são na sua grande maioria, e apenas, os castelhanos. Isto porque não é credível que os galegos (alguns destes o que defendem é a sua união com Portugal), os bascos e os catalães, e mesmo os andaluzes, defendam tal união.

Os castelhanos, e só estes, desde sempre defenderam, lutaram e pretenderam mandar e engolir Portugal.

Foi assim em 1385 quando foram derrotados por D. Nuno Álvares Pereira na histórica batalha de Aljubarrota, e foi assim entre 1580 e 1 de Dezembro de 1640, período de tempo durante o qual conseguiram que Reis castelhanos, os três Filipes, fossem também Reis de Portugal.

Não admira, pois, que sempre derrotados, muitos deles estejam ansiosos e aguardem o dia da desforra e continuem interessados em que os portugueses deixem de ser portugueses e passem a denominar-se espanhóis.

No momento actual o que os tais espanhóis devem fazer é preocupar-se com os seus problemas internos, com os graves problemas dos diversos povos que só por força das leis de Madrid são considerados de espanhóis.

Na dita Espanha falam-se várias e diferentes línguas, como sejam o castelhano, o basco, o galego e o catalão. Não há propriamente língua espanhola. A denominada e oficialmente imposta língua espanhola, é apenas a língua castelhana.

E nas regiões em que se fala cada uma das outras línguas, o que as respectivas populações pretendem, além da autonomia política e económica que já têm, é pura e simplesmente a sua independência e por ela vêm lutando ferozmente, servindo de exemplo os bascos, como por todo o mundo é sabido.

E Portugal?
Portugal é um país, uma nação, um Estado independente desde 1140, onde sempre se falou e fala uma única língua e onde jamais houve alguma região que pretendesse a sua independência. E é até o país europeu com fronteiras iguais e constantes há mais tempo.

É certo que alguns “portugueses” e muito poucos, defenderam e chegaram a lutar ao lado dos castelhanos, pela união de Portugal com Castela.

E ainda nos dias de hoje há alguns que pretendem a sua fusão com Espanha e destes, há até alguns para quem o chefe de Estado dessa Grande Ibéria, deve ser, em vez de um descendente dos reis portugueses, o actual Rei de Espanha. Foi mesmo este o resultado de uma sondagem recentemente efectuada em Portugal.

Mas se esses falsos portugueses não estão satisfeitos com este Portugal onde vivem, que vão para Castela.

Estes indivíduos são daqueles que olham apenas para o seu umbigo. E só porque entendem que os espanhóis têm melhor nível de vida que nós portugueses, querem que todos nós passemos também a ser espanhóis. Não gostam de trabalhar e tudo exigem do Estado ou seja dos outros que a este pagam os seus impostos,

A Espanha após a guerra civil de 1937/1939 encontrava-se económica e socialmente muito atrasada comparada com Portugal. É certo que actualmente é ela que economicamente está mais adiantada, o que faz inveja a esses tais portugueses, esquecidos como estão de que a culpa é apenas dos próprios portugueses que não tem sido tão empreendedores, tão activos, tão trabalhadores e não têm estado conscientes de que o interesse colectivo e o bem-estar de todos e não apenas de alguns, deve sobrelevar o interesse individual de cada um.

Mas traidores tivemo-los sempre.

Por isso não é de estranhar que também agora existam entre nós.

Só que a nossa fronteira com Espanha está, há já alguns anos bem aberta. Para a atravessar nem o bilhete de identidade é necessário exibir.

Que aqueles que pretendem a união com Espanha a ela se dirijam, a atravessem e neste país passem para sempre a viver

Portugueses como eles não fazem falta em Portugal

Alcindo Augusto Costa
Presidente do Elos Internacional

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