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16/OUT/2006
20 Anos de adesão de Portugal à União
Européia
Segundo nos divulga a união européia,
portugal alterou substancialmente a sua forma de estar no mundo
após o seu ingresso no referido bloco. a Eurostat, Direcção-Geral
do Desenvolvimento Regional DA UNIÃO EUROPÉIA APRESENTA-NOS OS
SEGUINTES DADOS:
No total, Portugal recebeu da União Europeia, nos últimos 20 anos,
42.020 milhões de euros de Fundos Estruturais e 6.302 milhões de
euros do Fundo de Coesão. Entre 2000 e 2006, 16,5% dos fundos
comunitários são canalizados para a “Economia”, 12,6% para o
“Emprego, Formação e Desenvolvimento Social”, 12,4% para os
“Transportes” e 9,7% para a “Agricultura”.
O investimento em acessibilidades foi muito significativo. Em 1986
havia 196 quilómetros de auto-estradas; hoje há 2.091 quilómetros,
que representam 16,5 % do total das infra-estruturas rodoviárias
do país.
No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB) a diferença de
Portugal relativamente à média da União Europeia diminuiu: o PIB
per capita (em Padrão de Poder de Compra) passou dos 54,2% em 1986
para os 68% em 2003 (UE a 15, sem os dez novos Estados Membros).
Este último valor representaria, em 2003, 74% da média da UE a 25.
Há 20 anos, a agricultura, a silvicultura e a pesca representavam
9,4% da economia portuguesa (Valor Acrescentado Bruto). Hoje esse
valor é de 3,9%. A indústria transformadora representava 25%; hoje
está nos 18,2%. Num registo inverso, o peso dos serviços subiu: de
52,5% passaram para 66,9 pontos percentuais.
A taxa de inflação sofreu uma clara descida; dos 11,7% passou para
os 2,2%.
As taxas de juro também mudaram radicalmente nos últimos 20 anos.
Em 1986, Portugal registava uma taxa na ordem dos 15,8%. Em 2005
esse número desceu até aos 3,4%.
A União Europeia reforçou o seu peso enquanto parceiro comercial
privilegiado de Portugal. A taxa de exportações para os países da
União Europeia subiu dos 57% para os 80% e a das importações
passou dos 44, 9% para os 77%.
Há 17 anos, as despesas dos agregados familiares com produtos
alimentares, bebidas e tabaco representavam 34,3% do total dos
gastos. Em 2000 (data dos últimos dados disponíveis) esse número
desceu para os 21,5%. No caso dos transportes subiu de 15,7% para
os 18,3%, o mesmo se passando com as despesas relativas a
habitação, água e electricidade que aumentaram dos 13,6% para os
19,8%. As despesas com tempos livres e cultura também subiram: dos
5,1% em 1986 chegaram aos 6,6% em 2003.
O número de telefones fixos por 100 habitantes subiu de 15 para
42. No caso dos telemóveis, a taxa de penetração situa-se hoje nos
92,8%, sendo claramente uma das mais altas de toda a União
Europeia.
Desde que aderimos à União Europeia, a esperança de vida passou
dos 70,3 anos para os 74,5 anos nos homens, e de 77,1 para os 81
anos, nas mulheres.
A taxa de mortalidade infantil, desceu dos 15,8 para os 5,1 por
cada mil crianças.
Hoje há 3,3 médicos por mil habitantes. Há 20 anos esse número era
de 2,3.
A percentagem da despesa do PIB em Investigação e Desenvolvimento
passou de 26,4% da média europeia para os 40,2%. Em 1986 a despesa
representava 0,41 % do PIB. Em 2003 esse número subia para os
0,78%. A meta da Agenda de Lisboa para a União Europeia situa-se
nos 3%.
A taxa de escolarização do ensino secundário subiu, nos últimos 16
anos, dos 17,8% para os 62,5%.
No ensino superior, o número de estudantes portugueses em
programas Erasmus passou de 25 alunos, em 1986, para os 3.782
alunos em 2004. Até 2004 participaram neste programa 28.139
estudantes.
Há quinze anos a taxa de tratamento de águas residuais era de 34%,
hoje é de 82%. Também a percentagem da população servida por
Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’S) aumentou; entre
1997 e 2003 passou de 36% para 56%.
A recolha selectiva de vidro aumentou grandemente nos últimos 15
anos; passou de 12.722 toneladas para as 90.946 toneladas. No caso
do cartão a subida foi das 1.415 para as 75.692 toneladas e, no
campo das embalagens, o diferencial passou das 484 toneladas para
as 16.911 toneladas.
O número de pessoas a fazerem turismo em Portugal (portugueses e
estrangeiros) era, há 20 anos, de 5.624.370. Em 2004 esse número
atingiu os 10.961.968.
Há 20 anos o saldo migratório do nosso país era claramente
negativo, saíram mais 26.949 indivíduos do que aqueles que
entraram. Hoje, a diferença entre os que deixam Portugal e os que
escolhem o nosso país para residir já é positiva: 47.229 pessoas.
A taxa de acidentes de trabalho por cem mil trabalhadores desceu
de 5,9 em 1994 para os 4,0 em 2002. Em 1990 registaram-se 305.512
acidentes, em 2001 esse número chegou aos 244.936.
PARA OS CÉTICOS E OS PESSIMISTAS DE PLANTÃO, PERGUNTAMOS: ENTÃO,
VALEU OU NÃO VALEU A PENA?
Eduardo
Neves Moreira
Ex-Presidente do Conselho Mundial das Comunidades Portuguesas
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