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23/SET/2006
Mobilização de Soldados para o Líbano
Depois de muito debate a Alemanha resolve mandar um contingente de
2400 soldados da marinha em missão de paz para o Líbano. Esta
mobilização tem como objectivo a vigilância das fronteiras
marítimas do Líbano para impedir que o Hisbollah receba armamento
por mar. Esta missão permite o controlo de barcos sob suspeita mas
não lhe dá poder para apreensão de armas; esta será a missão das
autoridades libanesas. Com esta missão a Alemanha gasta 46 milhões
de Euros em 2006 e 147 milhões em 2007.
Para a Alemanha o envio dos soldados, que dentro de 10 dias se
encontrarão no Líbano, é considerado um acontecimento histórico
atendendo a que a Alemanha actua pela 1ª. vez perto das fronteiras
de Israel. A Alemanha assume assim pouco a pouca um lugar
relevante na estratégia militar europeia e mundial.
Espera-se que esta medida seja um primeiro passo no sentido dum
verdadeiro armistício nas fronteiras do ódio para que o povo sofra
menos.
Contra os inimigos da mobilização a próprio chanceler alemã Ângela
Merkel afirmou que na defesa de direitos internacionais não se
espera neutralidade.
Naturalmente que a questão posta é: com isto a Alemanha torna-se
parceira da solução ou do conflito? Muitos alemães não estão
contentes com a mobilização porque os critérios internacionais são
demasiado moles não correspondendo às exigências e à qualidade da
norma alemã. Além disto a missão inclui três perigos: o peso da
história nas relações com Israel, o perigo real dum conflito no
momento de controlo e o peso da duração da missão a que se não
prevê um fim.
Naturalmente que o maior problema para a paz são as armas que
entram através da fronteira terrestre e aqui tornar-se-á mais
difícil e arriscada a missão de controlo.
Só com o esgotamento dos arsenais se poderá chegar à paz e
convencer o Hisbollah ao desarmamento e a passar duma força
terrorista a um partido entre outros. Por outro lado a entrega do
arsenal do Hisbollah ao exército libanês corresponderá a uma
hisbollahização do exército libanês. A situação não promete!...
Por um lado as companhias de armamento fornecem armamento em
regiões de tensão sem que a política o proíba e por outro lado
gastam-se somas gigantescas na reparação dos estragos provocados.
A União Europeia apoia o Líbano com 900 milhões de Euros para
infra-estruturas. A retirada de Israel de Gaza não impede as
acções palestinianas. Dinheiros europeus foram empregues na edição
de livros escolares com propaganda anti-israelita. No Líbano
domina o Hisbollah. O dinheiro corre sem qualquer conceito para o
desarmamento.
Porque não empregar a energia que corre para o aparelho militar em
empenho político. Com esta acção o Ocidente sente que já fez muito
enquanto que o problema fundamental entre israelitas e
palestinianos continua. O que é necessário é uma clara solução de
dois estados com uma fronteira reconhecida pelas duas partes.
Deste modo indirectamente Hamas reconheceria o estado de Israel. É
sarcástico o facto de ter sido necessária uma guerra para que o
mundo civilizado tomasse mais a sério o conflito
António da
Cunha Duarte Justo
http://blog.comunidades.net/justo
Da Alemanha
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