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Artigo » Ademir Pestana

26/ABR/2006

Transporte Coletivo: Até Quando?

Ademir Pestana (Santos)- A falácia da "modernização" da retirada dos cobradores dos ônibus, sacrificando o profissional do volante com condições amplas e extensamente vedadas pela Constituição, pelas leis do trabalho e do trânsito, punindo o usuário com o agravamento das (más) condições do transporte coletivo, sofreu um revés com a derrubada do veto do governador Alckimin, veto em favor das empresas. E da promulgação da lei da deputada Lucia Prandi na Assembléia Legislativa de São Paulo, que abriu horizontes.

O exemplo gerado a partir de Santos, do nosso projeto de 2001 nesse sentido, então refletiu-se neste e em outro projeto da deputada Mariângela, na época deputada estadual, também em outras cidades da Baixada como Praia Grande e Cubatão, com os vereadores Serjão e Márcia Rosa. Mas é incrível e desafia o direito brasileiro como a empresa consegue sobrepujar as leis e ditar o procedimento retirando os cobradores, como faz em inúmeros outros itens do transporte, desobedecendo o contrato sem que seja incomodada. O que acontece?

Entre diversas infrações legais, a propaganda traseira nos vidros, proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro, no contrato original deveria servir a um Fundo de Transporte Público, no contrato assinado por David Capistrano. No entanto, hoje é vendido e faturado pela empresa de transporte, justificada pelo CET que não exige os certificados de inspeção da DRT nas catracas mudadas para o meio dos ônibus, como exige a então alardeada Portaria do Ministério do Trabalho - nem a certificação de seu funcionamento honesto, o que se faz até com as balanças dos pobres feirantes.

E os carros com ar condicionado que não funcionavam e que foram retirados, apesar do contrato? E as superlotações desumanas? E os reduzidos microônibus não previstos contratualmente, redutores de gastos pela empresa e também da capacidade de transportar usuários sufocados? E veículos adaptados ao calor de Santos, quando virão? Quando serão fiscalizados na sua freqüência? Estas coisas vão ou não ser corrigidas no novo edital? Serão cobradas? E os cartões-transporte? Continuarão a ser de exclusivo controle da empresa? E os milhões (bi) que ficam lá, com o usuário tendo seu uso limitado como os funcionários públicos? Até quando?

de Santos >>

Ademir Pestana

Vereador do PT e 

presidente do Hospital Beneficência Portuguesa de Santos

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