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Segunda - feira | 22 FEV 10

Portugal decreta luto de 3 dias após temporal na Ilha da Madeira

O temporal provocou deslizamentos de terras, inundações e causou grande destruição na Região Autonoma da Madeira. São mais de 42 mortos, mais de cem feridos e 248 desalojados.

Da Redação
Com agencias

Homem de Gouveia/Lusa Portugal

O governo português decreta nesta segunda-feira, 22 de fevereiro, em reunião de conselho de ministros, luto nacional por três dias em memória das vítimas do temporal que atingiu a Ilha da Madeira e causou a morte de pelo menos 43 pessoas e 120 ficaram feridas.

O temporal na madrugada de sábado provocou deslizamentos de terras, inundações e causou grande destruição em algumas áreas da ilha, sendo considerado o pior temporal na Madeira desde 1993. Cerca de 240 pessoas perderam suas casas e 300 foram levadas para abrigos temporários.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, apelou aos madeirenses para que não saiam de casa, de forma a impedir a convergência de pessoas para áreas do Funchal que ainda estão afetadas pelo temporal, informou a rádio TSF.

Alberto João Jardim disse que a retoma da normalidade na Madeira "é a nova grande batalha" para o Governo Regional da região autónoma portuguesa. O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, que já esteve visitando a Madeira, requisitou ajuda de fundos da União Europeia. "Estou absolutamente consternado e desolado. Quero mostrar a minha solidadriedade e dar uma palavra de coragem. Daremos todo o apoio que pudermos dar", afirmou o primeiro-ministro.

"O que aconteceu nas partes mais altas de Funchal foi dantesco. Infelizmente, não há dúvidas de que o número de mortos vai subir" afirmou o prefeito da capital, Funchal, Miguel Albuquerque.

As autoridades regionais registram a morte de pelo menos 42 mortos e 120 feridos, mas receiam que o número aumente, à medida que se desenvolva os trabalhos de remoção de destroços e lama.

A capital da região, a cidade do Funchal, está parcialmente sem abastecimento de água devido à destruição de uma das principais condutas. Cerca de 30% da população da cidade está sem água em casa.

Segundo o presidente da Investimentos e Gestão da Água (IGA) da Madeira, Pimenta de França, "uma das principais condutas da cidade, que está a montante de grande parte das redes públicas de distribuição, simplesmente desapareceu".

O abastecimento de água nas zonas altas do Funchal pode ficar condicionado por vários dias, obrigando ao abastecimento de água através de auto-tanques.

Entre as localidades em que as populações isoladas pedem ajuda, estão o sítio das Eiras no Monte, da Serra d'Água, Furna e Pomar da Rocha, e costa norte entre S. Vicente e Porto Moniz, informou o portal i.

Nesta que foi a maior catástrofe dos últimos 100 anos na região, há 240 desalojados e um grande número de desaparecidos, informa a imprensa portuguesa.

Na sequência dos temporais na Região Autônoma da Madeira, o presidente português Aníbal Cavaco Silva anunciou que desloca-se à região na tarde de quarta-feira, 24 de Fevereiro, para manifestar o pesar às famílias das vítimas, prestar solidariedade às populações afetadas e inteirar-se sobre a extensão dos prejuízos verificados.

 

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