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Homem de
Gouveia/Lusa Portugal

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O governo português decreta nesta
segunda-feira, 22 de fevereiro, em reunião de conselho de
ministros, luto nacional por três dias em memória das vítimas do
temporal que atingiu a Ilha da Madeira e causou a morte de pelo
menos 43 pessoas e 120 ficaram feridas.
O temporal na madrugada de sábado provocou
deslizamentos de terras, inundações e causou grande destruição em
algumas áreas da ilha, sendo considerado o pior temporal na
Madeira desde 1993. Cerca de 240 pessoas perderam suas casas e 300
foram levadas para abrigos temporários.
O presidente do Governo Regional da
Madeira, Alberto João Jardim, apelou aos madeirenses para que não
saiam de casa, de forma a impedir a convergência de pessoas para
áreas do Funchal que ainda estão afetadas pelo temporal, informou
a rádio TSF.
Alberto João Jardim disse que a retoma da
normalidade na Madeira "é a nova grande batalha" para o Governo
Regional da região autónoma portuguesa. O primeiro-ministro de
Portugal, José Sócrates, que já esteve visitando a Madeira,
requisitou ajuda de fundos da União Europeia. "Estou absolutamente
consternado e desolado. Quero mostrar a minha solidadriedade e dar
uma palavra de coragem. Daremos todo o apoio que pudermos dar",
afirmou o primeiro-ministro.
"O que aconteceu nas partes mais altas de
Funchal foi dantesco. Infelizmente, não há dúvidas de que o número
de mortos vai subir" afirmou o prefeito da capital, Funchal,
Miguel Albuquerque.
As autoridades regionais registram a morte
de pelo menos 42 mortos e 120 feridos, mas receiam que o número
aumente, à medida que se desenvolva os trabalhos de remoção de
destroços e lama.
A capital da região, a cidade do Funchal,
está parcialmente sem abastecimento de água devido à destruição de
uma das principais condutas. Cerca de 30% da população da cidade
está sem água em casa.
Segundo o presidente da Investimentos e
Gestão da Água (IGA) da Madeira, Pimenta de França, "uma das
principais condutas da cidade, que está a montante de grande parte
das redes públicas de distribuição, simplesmente desapareceu".
O abastecimento de água nas zonas altas do
Funchal pode ficar condicionado por vários dias, obrigando ao
abastecimento de água através de auto-tanques.
Entre as localidades em que as populações
isoladas pedem ajuda, estão o sítio das Eiras no Monte, da Serra
d'Água, Furna e Pomar da Rocha, e costa norte entre S. Vicente e
Porto Moniz, informou o portal i.
Nesta que foi a maior catástrofe dos
últimos 100 anos na região, há 240 desalojados e um grande número
de desaparecidos, informa a imprensa portuguesa.
Na sequência dos temporais na Região
Autônoma da Madeira, o presidente português Aníbal Cavaco Silva
anunciou que desloca-se à região na tarde de quarta-feira, 24 de
Fevereiro, para manifestar o pesar às famílias das vítimas,
prestar solidariedade às populações afetadas e inteirar-se sobre a
extensão dos prejuízos verificados.