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Quinta-feira | 08 MAI 08

No Brasil
Casal acusado de matar Isabella é preso em São Paulo

Mundo Lusíada

Foi decretada a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, após o acolhimento integral da denúncia pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri. Ele descreveu o casal como "pessoas desprovidas de sensibilidade moral e sem um mínimo de compaixão humana".

Para o promotor do caso, a vontade popular também colaborou para a decisão. “Acredito que a vontade da sociedade brasileira foi levada em consideração”, disse Francisco Cembranelli. Após constatações da perícia, ele denunciou o casal por homicídio doloso triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e ocultar outro crime).

Apesar da defesa do casal já ter divulgado que entrará com pedido de habeas corpus para que casal seja solto, Cembranelli avaliou que a possibilidade de um julgamento será mais acelerada. O casal passou a ser réu no processo penal e é formalmente acusado pela morte da menina Isabella, de 5 anos.

O pai da menina, Alexandre Nardoni, foi levado para o 13° Distrito Policial, no bairo da Casa Verde, zona norte de São Paulo. A madrasta de Isabella também foi para zona norte, transferida para a Penitenciária Feminina de Sant'Anna.

No momento em que o casal foi levado pela polícia, uma multidão reuniu-se à frente da casa da mãe de Anna Jatobá, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os manifestantes gritavam "justiça" e acusavam o casal de "assassinos".

Isabella Nardoni foi jogada, em 29 de março, do 6º andar do prédio em que residia o pai e a madrasta com dois filhos pequenos. Após a reconstituição de 7 horas do crime que abalou o país, a Perícia Criminal refez todos os passos mediante provas como manchas de sangue, pisadas na cama e vestígios da tela de proteção na janela do quarto onde a menina foi jogada.

Além da pisada ser compatível com o calçado que o pai utilizava naquela noite, foram encontrados fragmentos da tela na camisa do pai, e as mãos que esganaram a menina seriam compatíveis com as mãos da madrasta, segundo a polícia. Após a reconstituição, ficou claro para a promotoria do caso que não teria tempo hábil para uma terceira pessoa invadir e assassinar a menina, como alegou o casal durante depoimento. Com Agencias

 

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