Foi decretada a prisão preventiva de
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, após o acolhimento
integral da denúncia pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do
Júri. Ele descreveu o casal como "pessoas desprovidas de
sensibilidade moral e sem um mínimo de compaixão humana".
Para o promotor do caso, a vontade popular
também colaborou para a decisão. “Acredito que a vontade da
sociedade brasileira foi levada em consideração”, disse Francisco
Cembranelli. Após constatações da perícia, ele denunciou o casal
por homicídio doloso triplamente qualificado (meio cruel,
impossibilidade de defesa da vítima e ocultar outro crime).
Apesar da defesa do casal já ter divulgado
que entrará com pedido de habeas corpus para que casal seja solto,
Cembranelli avaliou que a possibilidade de um julgamento será mais
acelerada. O casal passou a ser réu no processo penal e é
formalmente acusado pela morte da menina Isabella, de 5 anos.
O pai da menina, Alexandre Nardoni, foi
levado para o 13° Distrito Policial, no bairo da Casa Verde, zona
norte de São Paulo. A madrasta de Isabella também foi para zona
norte, transferida para a Penitenciária Feminina de Sant'Anna.
No momento em que o casal foi levado pela
polícia, uma multidão reuniu-se à frente da casa da mãe de Anna
Jatobá, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os manifestantes
gritavam "justiça" e acusavam o casal de "assassinos".
Isabella Nardoni foi jogada, em 29 de
março, do 6º andar do prédio em que residia o pai e a madrasta com
dois filhos pequenos. Após a reconstituição de 7 horas do crime
que abalou o país, a Perícia Criminal refez todos os passos
mediante provas como manchas de sangue, pisadas na cama e
vestígios da tela de proteção na janela do quarto onde a menina
foi jogada.
Além da pisada ser compatível com o
calçado que o pai utilizava naquela noite, foram encontrados
fragmentos da tela na camisa do pai, e as mãos que esganaram a
menina seriam compatíveis com as mãos da madrasta, segundo a
polícia. Após a reconstituição, ficou claro para a promotoria do
caso que não teria tempo hábil para uma terceira pessoa invadir e
assassinar a menina, como alegou o casal durante depoimento.
Com Agencias