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18/DEZ/2007

 

Confraternização do Grupo Rosmaninho

A Presidente questiona pensamento brasileiro sobre a “terceira idade”

 

Odair Sene
Mundo Lusíada

Mundo Lusíada

Diretoras do Grupo Rosmaninho

No domingo, 16 de dezembro, os integrantes do “Grupo Rosmaninho” estiveram reunidos para a última confraternização do ano, num almoço realizado no salão camoniano do Centro Português de Santos. O grupo, presidido por Maria de Fátima, que conta com o apoio do marido José Duarte, trabalha em prol de idosos carentes, ou não, da Baixada Santista.

Durante o evento, Maria de Fátima chamou atenção dos convidados para a divulgação do trabalho que realizam ao público local. “A participação de todos que eu cobro é para trazerem sócios, divulgarem o grupo. Esta divulgação precisa ser feita, para conseguirmos arrecadar receita, para que as pessoas acreditem no Rosmaninho, na proposta que ele tem como ação social” disse a presidente ao Mundo Lusíada.

Entre as maiores dificuldades do grupo, está a de não receber assistência e apoio do governo português ou da prefeitura local, além da participação das pessoas, falta de receita e um local para a sede própria. “Dependemos da participação de todos para arrecadar, para conseguir um terreno”, disse, citando um trabalho de grande responsabilidade social. “As pessoas têm que confiar em nós, saber do nosso trabalho, e aí tudo isso vai longe”.

Atualmente, o grupo é formado por 15 casais, entre a diretoria executiva, integrada na maioria pelas mulheres, e o conselho, sendo mais “masculino”. “Gostaríamos muito de ampliar, por isso pedi hoje a divulgação do nosso trabalho para que as pessoas entrem e participem, e as coisas possam fluir”.

Os diretores do grupo em número reduzido participaram do encontro, que teve almoço e música ao vivo. O evento contou com a participação do Marcos Vitor nos teclados, acompanhado da Vera Lucia no vocal.

Pensamento Europeu
Para a presidente do Grupo Rosmaninho, que também vive uma situação na própria família quanto a cuidados na terceira idade, disse que o brasileiro não está pronto para resolver tais questões. “A nossa comunidade brasileira está envelhecendo, ela era muito jovem. Mas ela não está preparada para isso. A Europa está, o Japão está. Nós não”.

Maria de Fátima diz que espera mais apoio do governo português do que do próprio governo brasileiro. “Eu prefiro contar com Portugal do que com o Brasil, é meu país mas não sei se posso contar com ele. Agora, Portugal já tem essa visão, mais real, da terceira idade, nós não temos. Talvez a questão não seja só problemas na esfera política de hoje. Eu estou falando de pensamento brasileiro e pensamento europeu” comentou citando uma questão cultural.

Segundo ela, a população brasileira que era considerada jovem, está envelhecendo, e a velhice é algo que “temos que encarar”. “Hoje temos pais e mães idosos mas dentro de uma família tem filhos que olham, tem filhos que não. Às vezes, fica muito sobrecarregado para aquele determinado filho. Além disso, ficamos idosos e não queremos depender do filho, você quer uma vida independente, um lugar para morar, que tenha atenção e uma certa segurança para se viver”, defende.

Independente do grupo, ela que procura uma clínica para a própria mãe, relata a dificuldade pessoal. “Eu achei pouquíssimas clínicas para minha mãe, não encontro um lugar para ela. É difícil”, disse emocionada.


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