Na
mesma data da assinatura do Tratado de Lisboa, na capital
portuguesa, em 13 de dezembro, o Museu Nacional da Imprensa lança
o X PortoCartoon-World Festival, tendo como tema "Os Direitos
Humanos".
Nesta quinta, os 27
Chefes de Estado dos países da União Européia assinam o novo
Tratado e aprovam a Carta dos Direitos Fundamentais dos cidadãos
europeus, no Mosteiro dos Jerônimos. Por volta das 12h (horário
local), o Tratado de Lisboa é assinado pelos líderes europeus,
dando seqüência ao "momento musical" com a cantora Dulce Pontes,
seguida da tradicional Fotografia de Família.
Com a escolha deste
tema, o organizador do PortoCartoon pretende que cartunistas em
todo o mundo se debrucem sobre a contínua violação dos Direitos
Humanos, em pleno séc. XXI, e passados mais de dois séculos sobre
a Revolução Francesa (1789).
"Trata-se de um assunto
que atravessa todo o mundo, desde os países supostamente mais
evoluídos em matéria de legislação dos direitos, até aos mais
retrógrados na lei e na prática" divulga a instituição.
Neste desafio da
intervenção ativa dos cartunistas no 60º aniversário da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, aos artistas de todo mundo,
existirá também a categoria Tema Livre que poderá abranger a
política internacional, os costumes, a vida social, e comunicação.
O júri internacional do
concurso, presidido por G. Wolinski, integrará a Presidente da
Federação Internacional de Organizações de Cartoon, Marlene Pohle;
representantes do Ministério da Cultura; da Faculdade de Belas
Artes do Porto; do Museu Nacional da Imprensa e de eventuais
representantes de outras instituições relacionadas com o cartoon.
Os vencedores do
PortoCartoon deverão receber um prêmio monetário, o troféu do
festival, desenhado pelo Arqto Siza Vieira e garrafas especiais de
Vinho do Porto. Os trabalhos deverão ser enviados para a sede do
Museu Nacional da Imprensa (E. N. 108 nº 206, 4300-316 Porto) até
31 de Março.
O Museu irá ainda
homenagear, no X PortoCartoon, o autor do primeiro discurso sobre
o tema, John Milton. O poeta do "Paraíso Perdido" nasceu há 400
anos (1608) e o seu discurso, denominado Areopagitica, foi
proferido no parlamento inglês, em 1644.