No último dia 10, a
imprensa divulgou que dois dos três vestígios biológicos
recolhidos no apartamento e no carro utilizado pelos McCann em
Portugal correspondiam ao DNA da menina britânica.
No mesmo dia, o "Diário
de Notícias" de Portugal publicou que a Polícia Judiciária
informou ter indícios para incriminar Kate e Gerry pela morte e
posterior ocultação de cadáver da filha, no carro alugado no
Algarve. Eles passaram a ser vistos como suspeitos num caso mal
compreendido, o que aumentou após o regresso do casal para a
Inglaterra onde residem, no domingo 09 de setembro.
Porém, após
recolhimento de vestígios do quarto do hotel, o resultado das
análises feitas na Inglaterra não garante que o sangue seja da
garota britânica. Apesar da imprensa britânica ter publicado que
se referia ao sangue de Madeleine, o diretor nacional da Polícia
Judiciária (PJ, ligada ao Ministério luso da Justiça), Alípio
Ribeiro, confirmou que os exames "não dão essa resposta tão
exata”.
Comentando o fato, e
possíveis conversas telefônicas grampeadas entre o casal e amigos,
além da interceptação de emails enviados pelos McCann, o diretor
nacional da PJ afastou a possibilidade de alteração da medida de
coação aplicada a Kate e Gerry. Alípio Ribeiro afirmou que teria
sido "imoral" considerar os pais de Madeleine suspeitos desde o
início do processo, recordando que a hipótese mais investigada
inicialmente foi a de seqüestro.
Segundo ele, a volta
para casa dos McCann “era um direito que lhes assistia”. O
porta-voz da Polícia Judiciária para caso, Olegário Sousa, afirmou
porém que a volta do casal para Rothley pode dificultar as
insvestigações já que novos interrogatórios “obriga o cumprimento
de prazos legais".
Novos depoimentos estão
sendo feitos e novos processos foram entregues ao juiz de
instrução criminal de Portimão (investigação preliminar) com
intuito de recolher objetos do quarto de hotel onde desapareceu
Madeleine McCann, de quatro anos.
No último dia 06, a mãe
Kate McCann depôs por mais de oito horas na PJ, um dia depois da
polícia portuguesa ter recebido parte dos resultados dos testes
biológicos (sangue, saliva e cabelos). A porta-voz do casal,
Justine McGuinness, declarou que os pais continuam ajudando nas
investigações. "Kate continua acreditando que Madeleine está viva
e tem esperança que ela volte depressa", e fez apelo, em nome do
casal, à pessoa ou pessoas que levaram Maddie ou saibam algo sobre
ela. "Ainda não é tarde demais. Por favor, libertem-na ou contatem
a polícia" afirmou.
De acordo com o diretor
Ribeiro, não existem pressões políticas dos governos inglês ou
português, adiantando que se tem mantido "um vivo interesse" no
desenrolar do processo.
Sobre críticas à
polícia portuguesa divulgadas pela imprensa britânica, Alípio
Ribeiro destacou que a PJ "rege-se por padrões europeus, trabalha
com grande rigor ético e respeita todas as pessoas,
independentemente do que possam ou não ter feito".
No blog criado para
divulgar informações sobre Maddie, foi publicado no dia 10 de
setembro que "Kate e eu (Gerry) estamos totalmente 100% confiantes
na nossa inocência, e amigos e família correram para nos apoiar
incondicionalmente".
Madeleine desapareceu
no mês de maio de um resort no Algarve (sul de Portugal), enquanto
os pais jantavam num restaurante próximo.