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22/MAI/2006
Especial/Entrevista
Parte 1
Rock
In Rio leva estrelas da música mundial a Lisboa
Ígor Lopes | De Lisboa para Mundo
Lusíada
A
cidade de Lisboa está a poucos dias de receber a segunda edição do
“maior evento de música do mundo”. O Rock In Rio 2006 promete
muita inovação e qualidade no trato com os seus visitantes, que,
durante cinco dias, vão ver subir aos palcos do festival vários
nomes da música internacional.

O
empresário Roberto Medina, idealizador do festival
Em quatro edições realizadas até agora, no Rio e em
Lisboa, ao todo, mais de três milhões de pessoas visitaram a
cidade do rock.
Para este ano, a expectativa é de que cerca de 70 mil pessoas
visitem, por dia, a cidade do rock, que conta, atualmente, com um
investimento na ordem dos 25 milhões de euros.
A poucos dias do início da festa, o empresário
Roberto Medina, idealizador do festival, falou ao
Mundo Lusíada
do motivo da escolha da capital portuguesa para ser sede do
evento, assegurando que Portugal “tem características de turismo
absolutamente adequadas” para receber o Rock In Rio. Os
preparativos finais dão já forma ao cenário da música que vai
embalar os fãs desta e de outras gerações amantes da música
além-fronteiras.
Para já, fica a promessa da permanência do evento
em terras lusas, a cada dois anos, com o diferencial da qualidade
que é já uma marca característica do festival.
Muita qualidade, um cenário mais bonito e um
projeto visualmente melhor são as apostas da organização para o
evento que vai começar a agitar a noite lisboeta a partir do
próximo dia 26. Para Medina, que vive em Lisboa desde a primeira
edição portuguesa do evento, o sucesso do festival parece estar
garantido. Mas para que a festa seja completa, falta, ainda,
conquistar, através da música, novos adeptos que possam dar asas
ao projeto “Por um Mundo Melhor”.
Por que decidiu trazer o festival para Portugal?
Acho que a resposta correta seria: por que não
Portugal? Este país tem características de turismo absolutamente
adequadas ao que queremos.
O
primeiro ano em Portugal foi uma experiência.
Queríamos criar um padrão internacional para o evento. E
conseguimos!
Que vantagens a realização deste festival traz para
a cidade que o acolhe?
O evento tem muito a ver com a divulgação da marca
do nome da cidade, já que é transmitido para mais de 50 países. O
impacto económico que ele gera sobre essas cidades é enorme. No
Rio, por exemplo, houve um aumento de negócio, perto dos 350
milhões de dólares na época do Rock In Rio. Aqui em Portugal,
ainda não tenho esses números, em relação a 2004. Mas acho que,
pelas características da região, como o clima, hospitalidade,
tranquilidade do povo, entre outras, Lisboa tem todas as
características para ser sede do evento não, eventualmente, mas,
permanentemente. Tanto que eu pretendo que, em 2008, o festival
volte a Portugal. E que tenha um lugar fixo aqui na Europa.
Então, o Rock In Rio assume, hoje, uma faceta
internacional?
Na minha opinião, o Rock In Rio nasceu com uma
estrutura já internacional. Há vinte anos, o primeiro Rock In Rio
foi o maior evento do mundo e, até hoje, segue sendo. Naquela
época, recebemos 380 mil pessoas, no Rio de Janeiro. Ele já nasceu
com uma mega-estrutura, que, para se manter, precisa ser anunciado
durante muito tempo. Não podemos anunciar o projeto um mês antes
da data de início e depois aparecer com uma banda e pronto. O
patrocinador precisa estar presente durante um longo tempo no
mercado. O Rock In Rio não nasce da megalomania do seu produtor.
Ele nasce da necessidade.
Por ter toda essa estrutura, ele nasce já com o
shape de um projeto mundial. Acho que ele é internacional por
natureza.
Mas continua a ser uma marca?
Ele deixou de ser, no segundo Rock In Rio, uma
marca de uma cidade. Ele passou a ser uma marca própria. Por isso,
mesmo estando em outra cidade, não mudo o nome do festival. Se
Woodstock saísse do Estados Unidos e viesse para Portugal,
manteria o mesmo nome.
Há já outros destinos para o evento?
Sim. Em fevereiro de 2008, vamos levar o festival a
cidade de Cape Town e a Sidney. (...) Decididamente, vamos
explorar outros passos, mas tendo sempre Portugal como uma base
permanente. Há, ainda, outros países na lista para receber o Rock
In Rio, mas não posso revelar quais são, pois estamos ainda em
negociação.
Acha que Portugal pode ser uma porta de entrada
para o festival conquistar a Europa?
Em 2004, em Portugal, o festival foi muito
positivo. Lisboa, que é o mercado primário do evento, recebeu
pessoas de todo o País, e também contou com público de outros
países, como a Espanha.
Tendo
em conta que a grande Lisboa tem 1 milhão e 200 mil habitantes e
que o Rio tem sete milhões, proporcionalmente, o evento foi maior
aqui, já que contabilizamos 380 mil pessoas no recinto. Os números
que conseguimos em Portugal são impressionantes. Foi assim que, em
Portugal, conseguimos criar um padrão europeu para o festival.
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