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12/MAI/2006
Segundo o CCP
Português tem
ensino fraco no estrangeiro
Vanessa Sene, Da Redação
Discutida entre conselheiros do CCP (Conselho das Comunidades
Portuguesas), foi constatada mais uma vez a situação do fraco
ensino português no estrangeiro. “Mais uma vez foi constatada a
ausência de uma política de língua para as Comunidades portuguesas
e mais uma vez, o Conselho das Comunidades considera que o ensino
do português no estrangeiro é a base fundamental para a
preservação identitária portuguesa” traz o documento divulgado
pelo órgão.
Para o órgão, o ensino
do português deveria estar presente desde a pré-escola, numa
política de ensino bilíngüe. A intenção seria incluir a língua
portuguesa nos currículos dos países estrangeiros, financiado
pelas autoridades locais.
Mas alguns países têm
retirado da grade curricular o ensino da língua portuguesa, como
recentemente aconteceu na Holanda, ou está acontecendo na
Alemanha, onde já ocorreu em alguns estados federais, e outros
mais estão aderindo.
A
partir deste ano o governo português não reuniria professores para
ensinar a língua portuguesa no estrangeiro, e sim recorreria a
contratação de professores locais. Segundo o órgão, até hoje não
houve nenhuma contratação.
Da mesma forma como seria alterada a tutela do ensino do português
no estrangeiro do Ministério da Educação para o Ministério dos
Negócios Estrangeiros, o que também não foi feito. “O início do
ano escolar aproxima-se a passos largos - em certos países começa
já no início de Agosto – e o Governo português parece ter
esquecido de preparar o ano escolar no estrangeiro” acusa o órgão.
O
Canadá e Estados Unidos são exemplos de países que não há
professores de português em que o governo não investe. Ou mesmo de
escolas comunitárias citadas pelo CCP como “formas alternativas,
implementadas pelas próprias Comunidades portuguesas,
substituindo-se aos próprios Governos. O Governo tem de
regulamentar estas escolas e apoiá-las para que o ensino aí
prestado seja de qualidade”.
Para o CCP, é importante “uniformizar” a rede de coordenadores e
conselheiros de ensino, que funcionam junto às embaixadas em
alguns países, promovendo-os através de concurso público.
O
Conselho das Comunidades Portuguesas abordou a importância de um
debate nacional e intervenções importantes neste início de ano
escolar, e solicitou “com urgência” reunião com o Ministro dos
Negócios Estrangeiros, a Ministra da Educação, a Comissão
Parlamentar dos Negócios Estrangeiros, e a Comissão Parlamentar de
Educação, Ensino superior e Cultura.
“Sem língua portuguesa não haverá Comunidades e Portugal não
rentabilizará o potencial gigantesco (que atualmente desperdiça)
nas áreas culturais, econômicas”. O CCP divulgou os resultados da
reunião de trabalho do seu Conselho Permanente, que aconteceu em
Frankfurt, na Alemanha, em 29 de abril, com intuito de debater a
atual situação do ensino do português no estrangeiro.
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