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10/MAR/2006
Telefónica não decidiu sobre
posição na Portugal Telecom
O presidente da Telefónica reafirmou
que a "joint venture" no Brasil com a PT é estratégica para a
companhia espanhola.
Lisboa - O presidente da espanhola Telefónica, César Alierta, disse quarta-feira que a empresa ainda
não tomou uma decisão sobre a posição de 9,96% que detém no
capital da Portugal Telecom, no âmbito da oferta pública de
aquisição lançada pelo Grupo Sonae, conforme noticiou a imprensa
portuguesa.
Alierta afirmou que a empresa
espanhola vai esperar até ver qual o desenlace da operação. Ainda
assim, o responsável máximo da Telefónica reconheceu que a empresa
está contente com a valorização das ações da PT. Desde a OPA da
Sonae, os títulos da PT subiram mais de 18%, avaliado as ações que
a Telefónica detém na empresa em mais de mil milhões de euros,
face à cotação atual (9,70 euros).
Alierta falou ainda sobre a Vivo, a
parceria detida com a empresa portuguesa no Brasil. De acordo com
a Europa Press, o presidente da Telefónica assegurou que a "joint
venture" no Brasil com a PT é estratégica para companhia
espanhola. A Sonae já deu a entender que o ativo brasileiro será
para vender caso a OPA tenha sucesso, mas também já demonstrou
abertura para controlar a totalidade do capital da maior operadora
móvel a América Latina.
As declarações de Alierta foram
proferidas na conferência para apresentação de resultados de 2005.
Os lucros da Telefónica ascenderam a 4,45 mil milhões de euros, um
valor que superou as previsões dos analistas a ficou 40% acima do
valor obtido no ano anterior. A empresa se beneficiou com as
aquisições realizadas, que alargaram a base de clientes da
Telefónica para um total de 153,5 milhões, sem contar ainda com o
contributo da britânica O2.
Para este ano a empresa está confiante
e deu previsões de resultados que agradaram aos analistas. As
receitas vão crescer entre 34% e 37% e o EBITDA deverá aumentar
mais de 26% em 2006. Na unidade espanhola de telecomunicações
fixas, a empresa anunciou o corte de 5.200 postos de trabalho nos
próximos dois anos. |